A cultura do trigo no Brasil

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Ele já era conhecido desde a chegada dos colonizadores portugueses, que, como bons europeus, procuraram introduzir o cultivo nas terras recém-descobertas. Tanto assim que há relatos de que a planta havia sido trazida na bagagem dos navios de Martim Afonso de Souza e desembarcado na capitania de São Vicente em 1534. Mas nem a teimosia nem a reconhecida perícia dos agricultores lusitanos conseguiram vencer o clima quente, e o trigo precisou esperar muito tempo até frequentar as melhores mesas com fartura. Deve ter feito muita falta, pois os historiadores acumulam cartas de colonizadores lamentando a falta do grão e reclamando dos pães preparados com a farinha de mandioca – essa sim, comum aqui e bastante usada pelos indígenas.

Embora tenha sido levado para o Sul, onde se aclimatou um pouco melhor, o trigo, ainda assim, foi um estranho no país, ainda mais quando, no século 18, as plantações foram atacadas por ferrugem, uma doença causada por fungos. Depois de quase sumir do mapa, ele voltou a fazer parte do cardápio com os primeiros imigrantes alemães que se estabeleceram naquelas paragens. Com a chegada dos italianos, no início do século 20, aí sim a panificação se expandiu e o produto passou a ser essencial na mesa do brasileiro.

A partir de 1940, a cultura começou a se expandir comercialmente no Rio Grande do Sul e no Paraná, mas continuou não sendo uma planta de fácil adaptação. Tanto que, desde aquela época, tem passado por diversos altos e baixos, diferentemente da Argentina, onde as condições de solo e clima permitem aos produtores obter boas colheitas com custos mais baixos. Mesmo assim, por meio de pesquisas com as sementes, se conseguiu aumentar a área plantada e o rendimento. Porém nunca o suficiente para atender ao consumo de toda a população, que hoje não pode viver sem pão de trigo. Hoje, o Brasil produz 6 milhões de toneladas, mas nosso consumo é de 10 milhões.

Fonte: http://www.trigoesaude.com.br/historia/historia-brasil.shtml

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