Um solo de primeira

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Hoje em dia é comum analisar o solo para saber se há desequilíbrio de nutrientes que podem interferir decisivamente na produtividade final da lavoura. Manter os elementos naturais em nível equilibrado é o primeiro passo para a conquista de bons resultados na atividade. No entanto, o agricultor não deve esquecer do manejo adequado do solo, que por muitas vezes pode influenciar nas causas de morte inicial de plantas, provocada principalmente pela compactação de solo.

O assunto foi abordado durante o 15° Encontro de Cooperados na Fazenda Experimental da Coamo. O engenheiro agrônomo Cássio Tormena, pesquisador da Universidade Estadual de Maringá (UEM), esteve debatendo o assunto com os cooperados e lembrou que a principal causa da compactação de solo, que pode provocar uma série de problemas para a lavoura – principalmente a morte de plantas e conseqüentemente a queda na produtividade, é a falta ou manejo inadequado do solo.

“Quando o manejo não é levado em consideração, como um fator de importância para a produtividade, começam os problemas”, explicou. A primeira questão implicante, segundo Tormena, é a ausência de rotação de culturas ou a exploração de culturas sem muita capacidade de recuperação de solo. Outro ponto a ser observado é a umidade de solo e a entrada de máquinas. “Se o solo estiver muito úmido se deve evitar a presença de máquinas. Quanto mais retardar a entrada do maquinário no solo úmido, maiores serão as chances de se evitar a compactação”, orientou.

A repetição da profundidade de plantio, ou do mecanismo de corte da semeadora, também deve ser levado em conta. Porém, a conseqüência maior de aumentar a compactação é a incapacidade de aumentar o teor de carbono no solo via manejo. “Quando a gente refinar o manejo gradativamente vamos corrigir uma série de fatores que predispõe o solo mais compactado”, alertou o engenheiro agrônomo Domingos Carlos Fontana, do Detec da Coamo em Boa Esperança.

Um exemplo citado por Fontana, com relação a solos de média e baixa compactação na questão da produtividade, é que eles podem produzir quantidades diferentes, dependo do clima. “Em ano bom de chuva não há diferença; mas em ano que chove pouco se observa que o solo de menor compactação produz mais”.

A profundidade da raiz foi um dos itens observados pelo pesquisador da UEM. Ele relatou que se a raiz estiver concentrada na camada superficial ela vai esgotar rapidamente o solo em água e vai começar a sentir falta. Com isso grande parte dos nutrientes que estão no perfil do solo não vão ser explorados. Por este motivo se começa a perder parte daquela fertilidade criada via adição de insumos. “É lógico que não queremos raiz a meio metro e profundidade. Isso não vai existir. O que nós queremos é que os primeiros trinta centímetros tenham a maior profundidade de raiz que se possa ter para explorar tanto a água que esta armazenada no solo como a fertilidade criada com o manejo que foi bem estabelecido”, completou.

Na opinião de Tormena, se a raiz consegue crescer é por que ela não encontra camadas de alta resistência quando estiver mais seco, e quando estiver mais úmido é porque tem oxigênio suficiente. É essa drenagem que vai levar a um desenvolvimento maior da planta, tornando-a mais produtiva.

Fonte: http://www.coamo.com.br/jornalcoamo/mar03/tecnologia04.html

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