Toxemia da Gestação

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Acomete fêmeas nutridas com dieta pobre em carbohidratos, caracterizado como a “Toxemia da fêmea magra”, podendo também ocorrer em fêmeas adequadamente alimentadas, mas com dieta excessivamente rica em carbohidratos, denominado de “Toxemia da fêmea gorda”. Em geral, acomete fêmeas prolíficas,
com 2 ou mais fetos, MAGRAS OU GORDAS.

Os principais sintomas variam segundo sua origem:

  • em fêmeas gordas: edema dos boletos, que tende a se agravar quando de total confinamento, impossibilitando o animal de caminhar ou se alimentar no cocho;
  • em fêmeas magras: magreza nítida, vazio do flanco excessivamente fundo, acentuado volume do abdômen;
  • perda da acuidade visual, devido ao quadro toxêmico;
  • degeneração gordurosa do fígado (esteatose hepática);
  • andar cadenciado;
  • diminui ou cessa a ingestão de alimentos;
  • posição de “mirar as estrelas”;
  • hipotermia (desce de 38.5°C a 35°C);
  • prostração e morte

Por ser de um dos maiores problemas de rebanhos confinados, onde a dieta é exclusivamente silagem de milho e concentrados altamente energéticos, bem como de animais pouco ou mal alimentados nos períodos de carência de pastagens, deverão ser observadas como medidas de prevenção:

  • dieta adequadamente balanceada em proteína e energia no terço final da gestação, segundo o grau de produção leiteira, porte e categoria animal;
  • não utilizar a silagem como fonte única de volumoso na alimentação do rebanho, nem soja extrusada na formulação do concentrado;
  • suplementação com melaço ou milho, adicionados aos volumosos, quando de dieta pobre em energia, ou volumosos de má qualidade;
  • evitar o uso de doses excessivas de eCG em programas de indução ou sincronização do cio, prevenindo assim múltiplas ovulações.

O tratamento por muitas vezes é iniciado tardiamente, e os animais vem a óbito. Recomenda-se o uso de glicerol ou propilenoglicol como fonte energética, além de indução do parto e cesariana para retirada dos fetos e preservação da matriz.

Autora: Profa. Dra. Anneliese de Souza Traldi

astraldi@usp.br

Fonte:  http://www.montesaltos.com/ENFERMIDADES_DE_CAPRINOS_E_OVINOS.pdf

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