Tirolez investirá R$ 100 milhões até 2017 para ampliar produção

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Fundada há quase 35 anos em Minas Gerais por dois irmãos paulistas – Cícero e Carlos Hegg -, a Tirolez é um dos laticínios de capital nacional que têm elevado a aposta no avanço do segmento de queijos no Brasil.

Com cinco fábricas em três Estados, a companhia deverá começar a operar sua sexta unidade na cidade de Lins (SP) em dezembro. De acordo com Cícero Hegg, parte da produção da fábrica de Monte Aprazível (SP), de queijos cottage e requeijão, por exemplo, será transferida para a unidade de Lins, cuja planta foi adquirida no ano passado.

Além de ter comprado a fábrica linense, a Tirolez planeja investir cerca de R$ 100 milhões nos próximos três anos para ampliar a produção de queijos. Tem um novo projeto para Monte Aprazível previsto para 2017, para uma linha de queijos frescos, e um projeto de expansão em Caxambu do Sul (SC) para 2016, para elevar a produção de mozzarela, massa láctea e queijo ralado.

A unidade de Tiros (MG), a primeira do grupo, também será ampliada para permitir a produção de uma nova linha de queijos. Hegg afirma que a intenção é financiar os investimentos em parte com recursos de bancos de fomento, como o BNDES.

Atualmente, a Tirolez processa 700 mil litros de leite por dia em suas unidades, mas a capacidade deverá crescer para 850 mil litros até o fim deste ano, segundo ele.

A empresa, que desde janeiro do ano passado tem acordo para distribuição do queijo fundido La Vache qui Rit (A vaca que ri) da francesa Bel no Brasil, esperava elevar seu faturamento em 20% este ano, porém o objetivo não deve ser alcançado. “Mas ainda deve ser um crescimento de dois dígitos”, estima o empresário. Hegg não revela o faturamento da companhia.

Para o empresário, “em 2014, o mercado não aconteceu”, o que explica o crescimento menor do que o previsto. Ele observa, entretanto, que a queda da demanda por bens duráveis em decorrência da desaceleração econômica do país pode favorecer a venda de alimentos.

Com um portfólio variado de queijos, incluindo os chamados especiais como emental, gruyère e gouda, a Tirolez é uma empresa cobiçada no mercado. O próprio Cícero Hegg não esconde que já houve assédio por parte de empresas estrangeiras, embora seja lacônico sobre o tema.

Em sua opinião, a chegada de gigantes como a Lactalis ao mercado brasileiro é positiva, pois “faz a categoria crescer”. Além disso, a maior concorrência estimula a criatividade no segmento, avalia. E Hegg não se intimida. “Não é porque chegou a maior do mundo aqui, que não há mais espaço [no mercado]. Há muito espaço”, assegura.

As outras duas unidades da Tirolez estão em Arapuá e Carmo do Paranaíba, em Minas Gerais. Em todas as plantas, a empresa tem 1,2 mil funcionários.

 

Fonte: Valor Econômico

Publicada em terça-feira, 21 de outubro de 2014