Sombreamento arbóreo beneficia a produção de café

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IAC – Instituto Agronômico de Campinas, em Mococa. Entre os benefícios está a maturação mais lenta, que dá mais sabor ao café. A técnica também garante a média de produção de um ano para outro, mas a maior vantagem está na proteção que as árvores oferecem aos cafezais, principalmente nas regiões de temperaturas desfavoráveis.

O pesquisador Paulo Boller Gallo, as copas das espécies arbóreas mantêm uma variação menor de temperatura durante o dia. “Isso é favorável tanto para quando estiver extremamente quente, pois atenuam as máximas, ou quando estiver frio com risco de geada, pois ela eleva a mínima”, diz.

O grupo de pesquisadores do IAC testou o plantio de espécies como a seringueira, o coco anão, a banana prata anã e a grevílea. A seringueira foi considerada a parceira ideal, pois o café precisa de luz no inicio da primavera e a seringueira perde as folhas naturalmente nessa época, o que permite essa entrada de luz.

Além disso, as árvores que são plantadas no meio do cafezal podem ser exploradas e gerar lucro para os proprietários. “Sem dúvida é uma oportunidade de estar agregando mais valor nessa área, porque a gente sabe que a seringueira é um excelente negócio, hoje tem uma demanda muito forte no mercado de borracha, como as outras espécies também, o coco e a banana podem introduzir mais dividendos nessa área”, afirma Gallo.

O que os estudiosos aprenderam com as pesquisas, o seu João Neto aprendeu com a natureza. Na fazenda Santo Antônio da Água Limpa, são mais de 50 espécies de vegetais fazendo companhia para os pés de café. Há cinco anos ele decidiu não interferir mais no cafezal, deixou o mato e as árvores cresceram. Na propriedade de João, é possível encontrar a manga, pau d’alho, jabuticaba, goiaba, entre outras coisas.

A vivência mostrou que também é importante deixar os animais em meio à plantação e que o café tem amigos e inimigos. “Você pode ter bambu com café se você tem uma diversidade de plantas muito grande, que vai anular a informação negativa do bambu. A diversidade vai criar harmonia.”, explica. O projeto de João é ter os 1040 hectares da fazenda tomados por café e árvores. “Quando a natureza trabalha, você começa a colher os frutos do trabalho dela. A natureza torna o solo cada vez mais rico, o ar cada vez mais puro e a água cada vez mais limpa.”

Fonte: programa Caminhos da Roça,  CaféPoint.

http://www.ruralpecuaria.com.br/search/label/Caf%C3%A9

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