Seringal no Paraná proporciona boa renda ao produtor

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Mesmo com a queda do preço da borracha no mercado internacional, cultivar um seringal ainda é um bom negócio, avalia o produtor Paulo Gusman de Souza, de Paranacity, no Noroeste do Paraná. Segundo ele, é possível obter uma renda média de R$ 6,4 mil por alqueire no ano, se forem considerados também os custos de um porcenteiro (30% a 40%) ou cerca de quase R$ 10 mil se o produtor conduzir o seringal.

Foi o pai de Paulo, José Gusman Nunes que plantou, em 1986, as quatro mil árvores de seringueira que conduz em seis alqueires com sementes das variedades Rim 600 e GT1 adquiridas em São Paulo. Ele tinha visto uma plantação em Alto Paraná, próximo a Paranavaí, e achou que seria um bom negócio. As mudas foram plantadas no meio do cafezal, no espaçamento 8×4, conduzindo as duas culturas em conjunto, enquanto foi possível, para ajudar no custeio de implantação do seringal, que é alto. Agora é Paulo que está plantando duas mil mudas em dois alqueires, em espaçamento 7×5, da variedade GT1.

Com 23 anos, o seringal ainda está em plena produção e deve permanecer produtivo até os 30 ou 35 anos no mínimo, calcula o produtor, baseado em informações técnicas. E com o final do ciclo, o agricultor ainda pode comercializar a madeira para produção de móveis, com excelente mercado e preço. “Temos uma renda extra ainda porque também colhemos a semente e comercializamos com produtores de mudas”, conta o produtor. Segundo Paulo, cada árvore produz uma média de um quilo de látex por mês ou 600 gramas de sernambi (látex seco), por 10 meses no ano. Até novembro do ano passado, o mercado pagava R$ 2,60 o quilo do primeiro e R$ 1,10 do segundo. Hoje o preço caiu para R$ 1,60 e R$ 1,10 respectivamente.
 
A sangria é uma arte, diz o produtor. São cortados milímetros por vez, somando não mais do que 12 centímetros no ano. Há uma forma exata para cortar e um ângulo determinado, sem aprofundar muito para não criar feridas e formar cicatrizes nos troncos, inviabilizando o seu uso novamente. O horário ideal para a sangria é de madrugada, quando o rendimento é maior. Paulo trabalha das 3 às 7 horas na sangria, retornando às 11 horas para recolher a produção, serviço que leva mais uma hora e meia em média.

Fonte: http://jornale.com.br/mirian/?p=5285

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