Seca e preço alto do milho prejudicam agricultores de Alagoas

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jmesquitaau (CC0), Pixabay

Falta de chuva destruiu as lavouras e aumento do preço tornou mais difícil alimentar o gado.

Por Globo Rural

No Sertão alagoano, está cada vez mais difícil alimentar o gado. Há 5 meses sem chuva, a seca acabou com o pasto e com as lavouras de milho.

Sem dinheiro para a silagem, criadores começam a ver os animais passando fome. “”É caro demais. Um saquinho com 18 quilos sai entre R$12 e R$15. Não tem quem aguente comprar silo”, afirma o agricultor Cícero Gomes.

O milho é considerado um dos itens mais importante para a dieta do gado, mas, com baixa incidência de chuvas durante o inverno em 2018, praticamente não houve produção na região.

A situação ficou ainda pior quando a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) há cerca de 2 meses deixou de vender o milho a preço mínimo em Santana do Ipanema. Quem quiser comprar o produto precisa pagar a viagem, além de um preço maior pela saca — já que o valor aumentou.

O posto mais próximo da Conab fica em Palmeira dos Índios, uma viagem de 1 hora. “Lá o milho passou para cerca de R$47. Sem falar no frete e sem falar no massacre que você tem quando chega lá: não é atendido, tem muita gente, tem que enfrentar fila”, afirma Luiz Alves Ribeiro, presidente do Sindicato de Produtores Rurais de Santana do Ipanema.

Lourival Barbosa, superintendente da Conab em Alagoas, informou que a unidade de Santana do Ipanema foi fechada por falta de recursos. “No início do ano nós queríamos abrir duas unidades extras, uma em Santana do Ipanema e outra em Arapiraca. Mas por problemas de orçamento não foi possível. A Conab está fazendo dois leilões neste início de ano para que iniciemos janeiro com estoque dentro de casa”, disse.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/agronegocios/globo-rural