Queda de medida antidumping vai sufocar ainda mais produtores de leite

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Myriams-Fotos (CC0), Pixabay

11/02/2019

A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) está contatando o Ministério da Agricultura e parlamentares ligados ao setor para que seja revista a decisão relativa à suspensão da taxa antidumping sobre o leite importado da União Europeia e da Nova Zelândia. A medida foi publicada no Diário Oficial da União na última semana e desde então vem causando preocupação aos produtores de leite do país.

Conforme o presidente da Gadolando, Marcos Tang, o Brasil não pode simplesmente abrir mão das tarifas e ver suas prateleiras inundadas com o leite europeu e neozelandês, pois estes produtores das outras nações produzem em condições nas quais os brasileiros, devido à grandes taxas e ao preço dos insumos no país, não podem competir. “Isso significaria o amassamento ainda maior e o fechamento de negócios dos produtores, sobretudo aqueles que produzem na economia familiar. O produtor de leite já está pagando muito caro para produzir leite no Brasil e está sufocado trabalhando sem margem de lucro”, destaca.

Tang salienta que, apesar das dificuldades encontradas pelos produtores de leite, os mesmos ainda lutam por serem apaixonados pela criação e ainda estão na atividade vislumbrando dias melhores. O dirigente ressalta que esta notícia deste novo governo, que foi apoiado por muitos produtores rurais, realmente é um desalento. “Não podemos pagar mais esta conta, não podemos mais ficar quieto e não vamos ser amassados em silêncio”, observa.

A medida partiu do Ministério da Economia, fazendo parte do plano macroeconômico proposto pelo governo federal. As tarifas existiam desde 2001 e foram impostas com o apoio da Organização Mundial do Comércio (OMC), já que a produção de leite nestes países é altamente subsidiada por seus governos. Atualmente, os produtores brasileiros, em especial os gaúchos, já vem sofrendo duramente com a concorrência da entrada de leite dos países do Mercosul, principalmente do Uruguai.

 

Fonte: Agrolink