Proibição de pulverização de defensivos vai ser reavaliada

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Mapa confirma uso de moléculas nesta safra, mas discussão segue

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou o uso de pulverização aérea de defensivos nas culturas de soja e algodão na safra 2012/2013. A restrição será reavaliada aos futuros ciclos. A confirmação foi anunciada na última terça-feira, durante audiência pública proposta pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Homero Pereira (PSD-MT). “Essa notícia traz alívio aos produtores de soja e algodão”.

De acordo com a medida, está autorizada para a cultura do algodão duas aplicações de Imidaclorpido, Thiametoxa e ou Clotianidina, restritas aos estágios de desenvolvimento vegetativo até a quarta/quinta semana de florescimento e após a florada. E para produtos registrados para uso na cultura.

Já no caso da soja, a restrição de aplicações será apenas para o composto Tiametoxa, no entanto, a proibição continua no período entre o aparecimento das vagens e o final do ciclo da cultura.

O processo passará por reavaliado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) em conjunto com outros órgãos do governo como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para tomadas de medidas mitigadoras e avaliação dos impactos econômicos a curto, médio e longo prazos.

“Ficamos satisfeitos com o resultado da audiência pública, que discutiu a proibição da pulverização aérea. Os órgãos federais reavaliaram a proibição, pois ficou evidente a necessidade de novos estudos, mais pesquisa e a inclusão da Embrapa no processo. Além disso, tivemos algumas propostas para que a Comissão da Agricultura participe mais ativamente na discussão”, avaliou o deputado Homero.

Os setores produtivos, no entanto, continuam apreensivos e querem a suspensão total da proibição até que sejam concluídos os estudos.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), Carlos Fávaro, a decisão garantiu o uso da pulverização na safra atual, mas o problema vai continuar. Por isso, será fundamental uma solução definitiva que mantenha o equilíbrio entre o meio ambiente sem prejuízo à produção. “Precisamos de produtos alternativos, mais eficientes no combate às pragas. O governo não pode proibir e não nos oferecer uma solução”, observou.

Em julho deste ano, o Ibama publicou um comunicado proibindo o uso de quatro princípios ativos sob a alegação que o uso em pulverização aérea dizima abelhas. Quando emitiu a proibição, os produtores de Mato Grosso já haviam adquirido os produtos para nova safra.

Diário de Cuiabá

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