Uso Responsável de Vacinas

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O Decreto nº 5053, de 22 de abril de 2004, estabelece responsabilidade do usuário,

conforme segue:

Adquira a vacina de fabricantes, importadores, distribuidores e estabelecimentos comerciais registrados no Mapa

No ato da compra, verifique se a conservação da vacina está de acordo com a recomendada pelo fabricante na bula, rótulo-bula, cartucho-bula, rótulo, cartucho ou invólucro.

Certifique-se de que o estabelecimento comercial mantém equipamento de controle da temperatura máxima e mínima para as vacinas que necessitam refrigeração.

Cuidado com o preço! Mais importante é a qualidade.

Na decisão de compra não leve em consideração somente o preço.

Avalie também a composição, a qualidade e a conservação da vacina que são mais importantes do que o custo.

O custo da morte de um animal paga a vacinação de número significativo de animais.

Conserve a vacina na temperatura adequada

A temperatura adequada para conservação das vacinas, na maioria das  vezes, é de 2ºC a 8ºC. Observe sempre a bula,  rótulo-bula, cartucho-bula,  rótulo,  cartucho ou invólucro para saber a temperatura correta de conservação da vacina.

A conservação inadequada prejudica a sua eficácia (resposta) da vacina. Após a aquisição, mantenha a vacina de acordo com a recomendação de conservação do fabricante até o momento de seu uso.

»» Mantenha um termômetro no refrigerador, quando a recomendação for manter a vacina de 2ºC a 8ºC. Durante o transporte e a aplicação, manter os frascos em caixa de isopor com gelo, mantendo-a sempre fechada. Nos intervalos de aplicação nunca deixe ‘a seringa exposta à temperatura ambiente – especialmente ao sol, guarde-a na caixa de isopor.

Nunca congele a vacina quando a indicação de conservação for à temperatura ambiente ou no intervalo entre 2ºC e 8ºC.

Agite o frasco antes de usar

Não vacine animais doentes ou estressados

Para que o animal produza anticorpos e fique protegido, é necessário que esteja em  boas condições de saúde e nutrição durante e após a vacinação. Não vacinar animais estressados, doentes, parasitados ou que apresentem carências nutricionais, pois sua capacidade de desenvolver resposta adequada fica prejudicada.

Não guarde frascos de vacina usados

Uma vez aberto o frasco com mais de uma dose de vacina, use todo o seu conteúdo. A introdução da agulha para retirar a vacina normalmente causa contaminação. Ao guardar o frasco usado, mesmo que no refrigerador, a vacina pode perder o poder de proteção, além do risco de provocar reações não desejadas, como abscessos nos animais vacinados.

A vacina é preventiva e não curativa. Por isso, aplique a vacina sempre antes de surgir a doença e não durante a sua ocorrência, de acordo com a recomendação do fabricante ou do Médico Veterinário.

Lembre-se que, após a aplicação da vacina, o organismo precisa de um certo tempo para poder produzir os anticorpos que vão dar proteção. Nesse período, o animal vacinado ainda não está protegido contra os microrganismos causadores da doença.

Ao vacinar plantéis verifique se todos os animais foram vacinados

Confira se o número de doses aplicadas coincide com o de animais do plantel.

Aplique a vacina antes do aparecimento da doença

A vacina é preventiva e não curativa.Por isso, aplique a vacina sempre antes do surgimento da doença e não durante a sua ocorrência. Lembre-se que, após a aplicação da vacina, o organismo precisa de um certo tempo para poder produzir os anticorpos que vão dar proteção. Nesse período chamado “período negativo de imunidade” o animal, mesmo vacinado, ainda não está protegido contra os microorganismos causadores da doença. É imprescindível se manter o programa (cronograma) e freqüência das vacinações.

Seringas e agulhas

»» Para aplicação de vacinas, as seringas e agulhas devem de preferência ser descartáveis. Quando isto não for possível, devem estar limpas e esterilizadas pelo calor (fervura). Esperar esfriar e guardar num recipiente limpo.

»» As mãos do aplicador devem ser lavadas com água e sabão.

»» Na aplicação de vacinas, não use desinfetantes em agulhas e seringas.

»» Após a utilização, as seringas e agulhas devem ser lavadas e esterilizadas por fervura.

»» Antes da esterilização descarte as agulhas tortas, quebradas, enferrujadas e rombudas.

»» No máximo a cada 10 (dez) animais a agulha deve ser trocada.

»» Usar uma pistola ou seringa para cada vacina.

»» Não reutilize seringas e agulhas descartáveis.

Por que a vacinação falha

Conservação em temperatura não indicada da bula, rótulo-bula, cartucho-bula, rótulo,

cartucho ou invólucro.

»» Aplicação após o vencimento do prazo de validade.

»» Aplicação de dose menor que a indicada.

»» Ao usar pistola retire todo o ar e verifique com freqüência a sua calibração, de

acordo com a espécie animal e o tipo de produto.

»» Não observação do modo de uso recomendado pelo fabricante da vacina.

»» Não agitação do frasco para mistura do produto.

»» Erro da via e local de aplicação indicados na rotulagem do produto.

»» Aplicação em animais doentes, mesmo em período de incubação ou animais

estressados.

»» Movimentos bruscos dos animais.

»» Agulhas com tamanho inadequado, contaminadas ou mal esterilizadas.

»» Aplicação de vacinas com quebra de emulsão (separação da parte oleosa com

a líquida).

»» Uso de diluentes de diferentes fabricantes para a mesma vacina.

»» Uso concomitante da vacina com substâncias antimicrobianas ou antiinflamatórias com a vacina.

Efeitos indesejáveis das vacinas

»» A vacina é constituída por componentes biológicos que naturalmente podem induzir a reações indesejáveis, como inchaço no local da aplicação, febre, prostração do animal e ainda o choque anafilático, que pode levar à morte do animal. Por esta razão é aconselhável que a aplicação do produto seja feita com o acompanhamento do Médico Veterinário, único profissional capaz de tomar as medidas corretas para evitar maiores prejuízos.

»» Caso perceba tais efeitos, notifique às autoridades do Mapa em seu Estado e também o estabelecimento fabricante ou importador

Fonte:

© 2008 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não seja para venda ou qualquer fim comercial.

A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é do autor.

Tiragem | 1º edição – 2008 – 700.000 exemplares Elaboração,distribuição,informações

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO

Secretaria de Defesa Agropecuária

Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários

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Tels: (61) 3218-2683 / 3218-2611

Fax: (61) 3218-2727

E-mail: produtosveterinarios@ agricultura.gov.br

Homepage | www.agricultura.gov.br

Central de Relacionamento: 0800-7041995

Catalogação na Fonte

Biblioteca Nacional de Agricultura – BINAGRI

Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Produtos veterinários: orientações para o uso responsável /

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria

de Defesa Agropecuária. – Brasília: Mapa/SDA, 2008.

ISBN 978-85-99851-22-7

1. Veterinária. 2. Produto. I. Secretaria de Defesa

Agropecuária. II. Título.

AGRIS L70

CDU 614.9

http://www.camposecarrer.com.br/artigos/1212009-082106-produtos_veterinarios.pdf

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