Produtores de MT têm a chance de comercializar soja a preços elevados

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12/11/2013

Vivian Lessa
Do Agrodebate

Apesar do aumento na produção mundial de soja, a demanda pelo produto segue firme. E diante de um cenário aquecido, os produtores de Mato Grosso devem ficar atentos para comercializar o restante da produção da oleagionosa a preços mais elevados. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revelam que 42% da soja no estado estão comprometidas, restando 58% disponíveis para a venda.

De acordo com o analista do Imea, Ângelo Ozelame, à valorização do dólar na última semana deve contribuir para boas oportunidades de comercialização. Em Chicago, por exemplo, a commodity no contrato com vencimento para março/14 apresentou alta de 3,2% no comparativo entre fechamentos semanais, e no dólar o aumento foi de 2,7% no mesmo comparativo , influenciando positivamente os preços no mercado interno.

A média semanal estadual foi de R$ 46,80/sc, apresentando maior média diária na sexta-feira, de R$ 47,93/sc. No município de Sinop a variação em relação à semana anterior foi de 7,3%, considerando um preço de R$ 44,54/sc. Ele explica que a perspectiva de alta é resultado da redução dos estoques mundiais da soja, que terá queda de 1,3 milhão de toneladas, ficando em 70,2 milhões de toneladas.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) destacou no último relatório que a produção mundial deve ser de 283,5 milhões de toneladas, porém o consumo também se elevou para 270 milhões de toneladas. A produção americana deve ter aumento de 3 milhões de toneladas, chegando a 88,7 milhões de toneladas. Com a modificação na produção as exportações também tiveram alterações, se elevando de 37,3 milhões para 39,5 milhões de toneladas.

Os dados do Brasil e da Argentina quanto à produção não tiveram modificação e continuam com 88 milhões e 53,5 milhões de toneladas, respectivamente. Porém, as exportações tiveram elevação no Brasil, indo para 44 milhões ante 42,5 milhões de toneladas, já a Argentina teve queda e deve exportar 9,7 milhões de toneladas.

Fonte: Agrodebate