Pragas e doenças no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro

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Este item, sem sombra de dúvida, é uma das principais ameaças à citricultura brasileira. Durante a última década, quatro doenças foram responsáveis pela erradicação de 39 milhões de árvores do parque citricola de São Paulo e Triângulo Mineiro. Com isso, a taxa anual média de mortalidade que anteriormente oscilava ao redor de 4,5% ao ano saltou para 7,3%. Adotando um rendimento médio de duas caixas de laranja por árvore estima-se que o cancro cítrico, a CVC, a morte súbita e o greening foram responsáveis por uma redução anual de cerca de 78 milhões de caixas, que, comparadas com os 317 milhões de caixas colhidas na safra 2009/10, representam uma diminuição de safra da ordem de 20% (Tabela 16).

O cancro cítrico é uma doença bacteriana que causa queda prematura das folhas e frutas e que na década de 1990 atingiu o seu ápice. É a mais antiga das quatro doenças  presentes no Brasil. A CVC (clorose variegada dos citros), uma doença bacteriana que afeta o sistema vascular das árvores reduzindo o tamanho das frutas ao tamanho de uma bola de golfe, foi a que mais danos causou até hoje e teve sua origem nas regiões norte e noroeste do Estado de São Paulo, posteriormente migrando para o centro do cinturão citrícola. A morte súbita, uma doença vascular capaz de matar a árvore em 12 meses, desenvolveu-se principalmente nas regiões norte e Triângulo Mineiro em laranjeiras enxertadas sobre o porta-enxerto do limão-cravo. Finalmente tem-se o greening, a mais recente doença bacteriana e a que causa maior preocupação aos citricultores pela velocidade em que se alastrou do seu ponto de origem, na região central de São Paulo, para as demais regiões.

Fonte: http://www.citrusbr.com.br/download/Retrato_Citricultura_Brasileira_Marcos_Fava.pdf

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