Plantio tardio de milho arrasa produtividade

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Plantio tardio de milho arrasa produtividade
Incidência de doenças, ataques de pragas e plantas daninhas, além de veranicos, podem causar perdas de até 30 kg/ha a cada dia de atraso
Juliana Royo
11/11/2010

Planejar corretamente a lavoura e fazer o plantio na época adequada para a região é mais importante do que muitos produtores se dão conta. Estudos mostram que a perda de produtividade com o plantio tardio do milho de verão pode chegar a 30 quilos por hectare a cada dia de atraso, ou seja meio saco de milho diariamente. Isso significa que se o atraso for de 30 dias, as perdas de produção podem atingir 15 sacos por hectare. A queda é muito grande porque a incidência de doenças, ataques de pragas e plantas daninhas aumenta muito por causa das chuvas, que atrapalham o plantio. Além disso, há o problema de riscos de veranicos porque a planta sofre com a falta de água com o calor no final do ciclo.

— Se o agricultor está fazendo o plantio tardio, geralmente ele tem uma queda na produtividade porque o milho pega a fase de crescimento num período mais quente. Com isso, ele tem um ciclo mais curto e gasta menos tempo do plantio à colheita e isso causa uma redução na produtividade. O agricultor deve respeitar o zoneamento agrícola fornecido pelo Mapa, em que indica em todas as áreas produtoras do Brasil (com exceção da Amazônia) qual é a melhor época que o produtor deve plantar e o agricultor fica menos sujeito à frustração de safra. Se o produtor está fazendo financiamento de safra ele é obrigado a plantar na época certa senão nem o financiamento ele consegue, terá que usar recurso próprio — explica o engenheiro agrônomo José Carlos Cruz, pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo.

Os agricultores que não tiveram escolha e terão que fazer o plantio atrasado não podem evitar os prejuízos, mas podem tomar algumas medidas para que o impacto não seja tão grande. Uma das atitudes é diminuir um pouco a densidade do plantio, ficar mais atento aos ataques de pragas e  investir na aplicação de agrotóxicos. Uma dica que o pesquisador da Embrapa dá é usar sementes mais baratas porque com os grandes riscos da lavoura, pelo menos, o produtor não estaria gastando tanto dinheiro na produção, já que a alta qualidade da semente não vai evitar a queda de produtividade.

— O ciclo vai ser mais rápido, então ele vai ter que fazer adubação em cobertura com ponto ideal mais cedo e ele vai ter que prestar muita atenção no controle de plantas daninhas e de pragas porque como ele já avançou na época de chuva a ocorrência de pragas será maior. Ele deve usar uma semente mais barata porque as condições serão muito adversas e talvez uma semente de alta qualidade não seja muito relevante — diz Cruz.

Fonte: www.diadecampo.com.br

http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=23096&secao=Pacotes Tecnológicos&c2=Milho

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