Piscicultura mostra sua força de mercado

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Um exemplo de local onde essa atividade ganhou força é o município de Patrocínio de Muriaé, em Minas Gerais. A produtora Luana Goulart resolveu trocar sua criação de peixes de abate, por ornamentais. Hoje, ela cuida de dez tipos de acarás-bandeira e conta que a rentabilidade desse mercado é vantajosa.

“O custo de produção da piscicultura ornamental é muito menor do que a piscicultura de abate. Uma ou duas pessoas, no máximo, dão conta da produção”, explica. Para o negócio, ela usa apenas um cômodo de sua casa para a criação dos peixes nos primeiros estágios e depois os transfere para um sítio.

Em Patrocínio, as criações geram uma renda de R$ 200 mil, com mais de 250 mil peixes vendidos por mês. Os números impressionam, pois o negócio começou na região há apenas cinco anos. O produtor Roberto Ávila que começou com dez casais matrizes, hoje chega a vender oito mil unidades por mês.

Uma das espécies favoritas dos criadores é a beta, por conta de facilidades na criação em casa pelo consumidor: não precisa de bomba para oxigenar a água, se alimenta de ração (mais barata e fácil de encontrar) e não exigir limpeza constante do aquário. Na piscicultura, os peixes são mantidos em estufas, a uma temperatura de 28º C.

A melhor lucratividade da piscicultura vem com as espécies bonitas e raras, que alcançam os maiores valores. A halfmoon, espécie valorizada, chega a ser vendido por 100 reais em lojas. Os peixes ornamentais podem ainda ajudar o meio ambiente, devido ao uso de garrafas pet na criação.

O técnico agrícola da Emater – empresa que fornece assistência ao agronegócio e a pescadores artesanais, sendo parte da Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural (ASCAR) – Maurílio Dias, diz que o incremento de renda gerado pela atividade é grande. “Existem pequenos produtores da região que têm sua renda praticamente triplicada em pouco tempo de piscicultura no município” ressalta.

 

Fonte: http://www.turmadobigua.com.br/forum/viewtopic.php?f=2&t=3925

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