Pesquisadores buscam novas cultivares, copas e porta-enxertos de citros para Sergipe

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Embrapa Tabuleiros Costeiros

Novas pesquisas estão sendo planejadas por um grupo de pesquisadores almejando estudar o sistema de produção para que novas tecnologias estejam à disposição dos produtores o mais breve possível. Dentre estas, destaca-se estudo direcionado ao emprego de maiores densidades de plantio, com implicações positivas no aumento da produtividade dos pomares.

É com este objetivo que a Embrapa Mandioca e Fruticultura, a Embrapa Tabuleiros Costeiros e a Emdagro, juntamente com outras instituições, Universidades, técnicos, associações e produtores, vêm realizando esforços na pesquisa em citricultura, na busca por novas alternativas tecnológicas que permitam o crescimento da citricultura na região dos tabuleiros costeiros sergipanos.

No mês de maio houve uma reunião técnica sobre o tema “Obtenção, seleção e manejo de variedades porta-enxerto de citros adaptadas a estresses abióticos e bióticos” em Cruz das Almas-BA, realizando uma visita técnica a experimentos no Campo Experimental de Umbaúba.

A região Nordeste responde por aproximadamente 10% da produção citrícola nacional, constituindo-se na segunda maior região produtora do país, com mais de 118 mil hectares cultivados produzindo cerca de 1,7 milhão de toneladas, de acordo com dados do IBGE. Dentre os Estados produtores, o destaque fica com a Bahia e Sergipe com 90% de toda área plantada, ou seja, com 55,8 e 53 mil hectares plantados, respectivamente.

No Estado de Sergipe, a cultura dos citros desempenha papel preponderante em termos econômicos trazendo benefícios sociais, possibilitando a geração de postos de trabalhos e a manutenção de muitos produtores na área rural. Vale destacar que na região produtora de citros, localizada no centro-sul sergipano, circunvizinho ao Estado da Bahia, há um predomínio de citricultores proprietários de pequenos empreendimentos frutícolas, sendo mais de 80% com área inferior a 10 ha.

Estes citricultores conduzem seus pomares com um número restrito de opções em termos de cultivares, copas e porta-enxertos. A maioria dos pomares da região utiliza predominantemente a laranjeira ‘Pera’ enxertada em limoeiro ‘Rugoso’ ou ‘Cravo’.

Além do fator do risco fitossanitário ser bastante elevado, há um consenso de que a falta de definição de um elenco de cultivares adequado ao nível tecnológico exigido por uma citricultura moderna, com variedades tolerantes/resistentes às principais pragas e doenças, tolerantes ao estresse hídrico e, principalmente, adaptado às condições ecorregionais da região citrícola sergipana, constituem-se nos principais entraves ao desenvolvimento da atividade.

Produtores e técnicos devem atentar para o fato de que o conhecimento do solo e do clima no local onde se implanta o pomar, aliado a combinações de cultivares copa e porta-enxerto adequadas, têm efeito significativo no bom desenvolvimento do pomar, com implicações positivas na produção e na qualidade dos frutos. Estas pesquisas possibilitam conhecer a viabilidade agronômica das cultivares a serem utilizadas em plantios de novos pomares de citros na região.

Entre as iniciativas, destacam-se as ações de pesquisa no Campo Experimental de Umbaúba da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Sergipe, região representativa da citricultura desse Estado, ações estas que procuram atender a demanda tecnológica. Alguns trabalhos vêem sendo conduzidos com adubação, manejo do solo e principalmente estudos com novas cultivares, copas e porta-enxertos de citros, caracterizando este campo experimental como unidade de referência em pesquisa para a citricultura sergipana.

A fruticultura brasileira procura cada vez mais manter e ampliar a produtividade das frutíferas, aliado à qualidade das frutas produzidas em pomares, com a máxima racionalização dos recursos naturais disponíveis. Na citricultura isto não é diferente. A busca por inovações tecnológicas que atendam estes requisitos tem sido uma constante e a razão de esforços e investimentos na pesquisa em praticamente todo o país.

Carlos Roberto MartinsAdenir Vieira Teodoro, Hélio Wilson Lemos de Carvalho são pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros.
Walter dos Santos Soares Filho é pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura,
João Emídio dos Santos é pesquisador da Emdagro.

 

Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=56698

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