Pastagens reduzem gastos na produção do leite

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Durante Show Rural, Emater reforça as vantagens de se investir nas forragens para a nutrição animal, diminuindo a necessidade dos alimentos concentrados

Breno Fonseca
11/02/2011

 

A proposta da Emater é bastante simples: comparar criações de gado leiteiro de acordo com o tipo de alimentação. Durante o Show Rural Coopavel, o projeto Rua do Leite vai comparar duas propriedades. A primeira com os animais sendo criados, durante a maior parte do tempo, a pasto, sem fornecimento de concentrados nos cochos, no período que vai de outubro a abril. Nesse período, é possível diminuir o uso de silagens ou rações e, consequentemente, os custos de produção.

De acordo com o zootecnista Sérgio Haroldo Heim, a média de gastos com a produção de um litro de leite com animais alimentados com pastagem é de R$0,45, enquanto que, no outro sistema, esse valor é de R$0,62. Por conta disso, o técnico da Emater aconselha os bovinocultores a investirem nas forragens, para que sobrem recursos para outras benfeitorias na propriedade e nas instalações e no melhoramento genético.

O zootecnista explica que os concentrados oferecem menos umidade do que as pastagens, por se tratarem de misturas de milho, soja, arroz e outros. Caso o animal produza mais de 14 litros de leite por dia, a alimentação volumosa pode e deve ser complementada com rações e afins, que possuem bons teores de proteína e energia. Para Sérgio Heim, as orientações técnicas da Emater servem justamente para determinar a quantidade necessária de alimento que o criador irá disponibilizar nos cochos.

Entre as recomendações, também está o uso de aveias, azevém e forragens de inverno de maio a setembro, o que proporciona aos animais colher seu próprio alimento também em outra época do ano, o que é uma das propostas do programa. Para saber exatamente das necessidades nutricionais dos bovinos, o produtor deve verificar quantos litros de leite as vacas produzem a cada quinze dias ou um mês. Com isso, é possível identificar os períodos de secagem do leite necessários para as próximas lactações.

Outro assunto tratado na prática na Rua do Leite é a aplicação de adubos para aumentar o potencial das forragens. Segundo Sérgio, mesmo com a necessidade de colocar a mão no bolso para a compra dos fertilizantes, o criador irá gastar menos do que com as rações. Na região de Cascavel (PR), recomenda-se a faixa de 150kg a 200kg de nitrogênio por hectare ao ano para o bom desenvolvimento da massa verde.

— O produtor deve estar atento às recomendações do tipo de pasto a ser utilizado, de acordo com as condições de clima e de solo da área. No Brasil, atualmente, existem variedades com ótima produtividade de massa verde. A grande vantagem da Rua do Leite é a comparação entre os dois esquemas de criação, para chamar a atenção do pecuarista para a manutenção do pasto — destaca o zootecnista.

Para outras informações, basta entrar em contato com a Emater Paraná pelo telefone (45) 3218-7829.

Fonte: http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=23682&secao=Pacotes%20Tecnol%F3gicos&c2=Bovinos%20Leiteiros#null

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