Paraná contabiliza prejuízos durante a colheita do trigo

0
11

Grão apresenta baixa qualidade e preço pela saca não agrada produtores

CANAL RURAL

A colheita do trigo avança e os prejuízos vão sendo contabilizados no Paraná. Além da baixa qualidade do grão, o preço pago pela saca não agrada os produtores.

No norte do Paraná ainda restam 40% do trigo para serem colhidos. Na área de 12 hectares do produtor João Francisco, a expectativa era de uma produção de 160 sacas. Mas o rendimento caiu pela metade.

– Esperamos colher uma planta sadia como ano passado. Ano passado foi satisfatório. Agora esse ano nos frustramos bastante por causa da geada. No começinho deu seca, já foi uma grande frustração, depois disso veio a geada que atrapalhou bastante. Agora só está saindo da propriedade o triguilho, que levamos para cooperativa pra fazer ração – conta.

No Paraná o preço pago ao produtor pela saca está abaixo dos R$ 28,60 estipulados pelo governo federal. De acordo com as cooperativas, a competição com os importados e os leilões do governo em plena safra são os fatores que mais influenciam na queda do preço.

O gerente comercial da Cooperativa Integrada, João Bosco Azevedo, explica que os custos com transporte tornam mais barata a entrada do trigo argentino pelo Porto de Santos. Nesta quarta, dia 14, o governo promoveu um leilão a preços também abaixo dos R$ 28. O que, segundo Azevedo, agrava a situação dos triticultores.

– Ao invés de ter feito os leilões de trigo do estoque do governo que está armazenado na região Sul e Sudeste, poderia ter sido feito um VEP, assim estaria escoando. Estaria vendendo esse produto para regiões Norte e Nordeste, lançando um prêmio para os moinhos que são da região Norte e Nordeste. Comprasse esse trigo armazenado na região Sul e Sudeste, consequentemente a região Norte e Nordeste seria abastecido por trigo brasileiro e não por trigo importado da Argentina, do Paraguai e Uruguai – comenta o gerente comercial.

Por outro lado uma reação também pode ocorrer por conta da recente alta do dólar, que freia as importações do Mercosul.

– Com essa alta que aconteceu do dólar por conta dessa crise na Europa, acabou criando uma falta de competitividade para esse trigo importado, dificultando um pouco mais. Mas a gente não sabe por quanto tempo o dólar vai ficar nessa faixa de R$ 1,71 por exemplo. Se o dólar recuar de novo para os níveis que estava a pouco tempo atrás de R$ 1,58 , R$ 1,56, isso torna altamente vantajoso colocar o produto importado no Brasil – afirma Azevedo.

Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?tit=parana_contabiliza_prejuizos_durante_a_colheita_do_trigo&id=62427

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here