Palma qualifica a alimentação animal

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Produto enriquecido com uréia aumenta os níveis de proteína na nutrição do rebanho A palma forrageira enriquecida com uréia aumenta, em média, 24% os níveis de proteína na alimentação animal.

Esse dado foi confirmado pelo laboratório de biotecnologia da Central de Laboratórios da Agropecuária (CLA) da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), através de uma pesquisa desenvolvida no campus da gerência regional da empresa em Cruz das Almas, com materiais oriundos de propriedades de pequenos produtores dos municípios de Rafael Jambeiro e Santa Terezinha.

“A importância do enriquecimento protéico desse suplemento alimentar está no aumento da oferta de fontes nitrogenadas à dieta dos ruminantes, com vistas à maior produção de carne e leite em períodos de escassez de pasto, particularmente na região semi-árida”, informaram Cezar Detoni e Carlos Dantes, pesquisadores da empresa, responsáveis pelo trabalho.

Segundo eles, a deficiência nutricional em animais nos períodos de estiagem nas pequenas propriedades resulta invariavelmente na perda de peso e, às vezes, na morte deles, afetando a economia dos pequenos produtores. A palma forrageira, por ser uma planta adaptada ao semi-árido, é considerada uma das melhores opções para o produtor aumentar a quantidade de matéria seca na dieta dos animais, além de ser um excelente recurso energético aquoso.

“Com o enriquecimento da palma com uréia, a qualidade nutricional dos animais melhora em função da elevação dos níveis de proteína da forrageira”, explicou Detoni.

O presidente da EBDA, Joaquim Santana, comentou que essa pesquisa é muito importante para os pequenos criadores de caprinos e ovinos, pois a palma já é bastante difundida entre eles, o que facilita a incorporação da tecnologia. Outro fator ponderado é a região para onde a pesquisa está sendo direcionada.

Maior produtor

A Bahia é o maior produtor de caprinos e o segundo maior de ovinos do país e é exatamente no semi-árido que se concentram essas criações no estado. “Estamos trabalhando na profissionalização desse segmento e essa tecnologia vai contribuir muito para o seu desenvolvimento”, disse Santana.

Para Dantas e Detoni, a pesquisa laboratorial foi concluída onde a adição de 2% de uréia à mucilagem da palma (Opuntia ficus-indica), com um período de incubação entre 16 e 24 horas, à sombra, demonstrou uma elevação dos teores de proteína de 4,5 para 28%.

Os pesquisadores informaram também que pretendem testar a eficiência dos resultados laboratoriais em ganhos de peso em animais alimentados com palma proteinada e mucilagem pura. “Uma proposta para instalação de um ensaio avaliando esses ganhos de peso com ovinos, na região de Cruz das Almas, deve ser apresentada para dar continuidade a esse projeto”, afirmou Detoni.

11/08/2005 – SEAGRI – Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária

Fonte:  http://www.accoba.com.br/ap_info_dc.asp?idInfo=446

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