País se destaca em cenário de demanda crescente pela carne

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Aumento da população mundial pode favorecer cadeia bovina e Brasil se beneficia com tecnologia e disponibilidade de terra

Kamila Pitombeira/Portal Dia de Campo

Com o aumento constante da população mundial, a cadeia de produção da carne bovina espera que a demanda por proteínas aumente e, segundo especialistas na área, é provável que o mercado brasileiro leve vantagem com isso por contar com características propícias relativas a clima, extensão de terra e água, por exemplo. No entanto, investimentos são sempre necessários e a tecnologia, nesse caso, não fica atrás. Segundo Leonel Almeida, gerente de pecuária do Grupo Marfrig, por exemplo, as perspectivas para a cadeia de produção da carne bovina são bastante interessantes no caso brasileiro.

Pesquisas mostram que nascem 200 mil pessoas por dia no mundo. Com isso, há uma perspectiva de que, até 2050, haja 9 bilhões de habitantes, sendo que 70% deles viverão em cidades. Aliado a isso, a renda per capita mundial está crescendo — afirma o gerente.

Para ele, como a maioria da população está locada em cidades, não há área de produção, ou seja, a renda aumenta e é preciso produzir em algum lugar onde haja espaço. Além disso, com o aumento de renda, ele diz que as proteínas são os primeiros itens de consumo que crescem.

Por outro lado, em termos de oferta, é preciso ter um conjunto de fatores para não exaurir recursos naturais, ou seja, é preciso produzir mais utilizando a mesma quantidade de terra. Um local que reúne todas essas condições, tanto de clima, quanto de extensão de terra, água e rebanho para produzir a proteína animal é o Brasil — garante.

Já quando o assunto é investimento, Almeida acredita que a aplicação constante de conhecimento em tecnologia dentro do negócio é algo que deve ser melhorado. Ele afirma que a cadeia já conta com um conhecimento bastante interessante em termos de produção bovina, mas, para ele, com toda essa nova demanda, um dos pontos que fazem a diferença dentro disso é aplicar tanto conhecimento, quanto tecnologia.

Na prática, uma medida bastante simples é começar a ter controle da produção, ou seja, obter informações de quanto está produzindo por hectare, qual o peso do animal e qual o ganho de peso que ele tem. Isso quer dizer obter os dados reais do que existe dentro da propriedade. A partir desses dados, o produtor deve analisar quais os pontos fracos da propriedade e assim melhorá-los — orienta o entrevistado.

Almeida cita, como exemplo, o Programa Qualidade Nelore Natural, uma parceria entre a Marfrig e a Associação dos Criadores de Nelore do Brasil que reconhece os produtores que já realizam trabalhos de ponta na produção animal.

Essa parceria busca estimular a produção dos animais Nelore de qualidade superior e remunerar melhor o produtor. Isso porque os animais que se enquadram no padrão Nelore têm um valor agregado diferenciado. Para participar, o produtor deve procurar um técnico nas unidades do Grupo Marfrig — conta.

Para mais informações, basta entrar em contato com o Grupo Marfrig através do número (11) 3728-8600.

 

Fonte: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?tit=pais_se_destaca_em_cenario_de_demanda_crescente_pela_carne&id=63747

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