O Preço da Soja Brasileira

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O Preço da soja em grãos no Brasil guarda relação direta com o preço internacional e é praticado em estreita sintonia com a bolsa de Chicago. O preço que é pago ao produtor é baseado no preço internacional, descontado o valor referente ao frete e imposto, chamado de preço de internalização ou de paridade. (CONAB, 2003). Segundo Marques e Mello (1999) a formação do preço da soja dá-se de fora para dentro. Os preços se formariam em mercados internacionais e os produtores seriam bem informados e passariam a reivindicar internamente preços compatíveis com os praticados nos mercados externos. A Figura 2.1 mostra o histórico anual dos preços em valores reais da soja no Brasil no período de 1994 a 2006. Ao longo desse período, o preço médio apresenta oscilações, porém observa-se que o preço real médio no Brasil, declinou principalmente entre 1997 até 2000, saindo de R$ 39,59 por saca em 1997 de e R$ 31,66 por saca em 2000, uma queda de 7.18% ao ano. Em 2001 o preço da soja volta a crescer sendo cotado a R$ 35,56 por saca, e em 2002 aumenta para R$ 44,35 por saca, o que tornou-se o maior valor alcançado pela soja nos últimos 13 anos, o que é uma grande diferença com a relação ao verificado em 2000.

Observa-se que ocorreu uma queda mais acentuada nos preços a partir de 2004. Se analisar todo o período de 1994 a 2006, o preço médio histórico ficou em R$ 35,01 de forma que preço da soja em 2006 estava 32,53% abaixo do preço histórico médio dos últimos 12 anos. Esta queda poderá prejudicar os produtores e influenciar o plantio das próximas safras. O agravamento da crise agropecuária no Brasil em 2005 foi conseqüência de uma série de fatores como a da política cambial, a queda dos preços internacionais da soja, milho e trigo e a estiagem que atingiu as principais regiões produtoras do País, com quebra de safra e redução da produtividade. No período de 2004 a 2006 os preços internacionais apresentaram queda e ficaram abaixo da média histórica do período estudado. A política cambial nesse período é apontada como sendo a principal causa dos prejuízos do setor agropecuário. Ocorre que os produtores adquiriram os insumos com o dólar mais elevado e, conseqüentemente, custos de produção elevados e baixa disponibilidade de recursos para custeio à taxa fixa de 8,75% ao ano.

 Fonte:

http://www.eumed.net/libros/2010a/667/Panorama%20comparativo%20entre%20a%20soja%20no%20Mato%20Grosso%20e%20Tocantins.htm

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