Mudas de Citros

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 As mudas de citros, no Estado de São Paulo, são produzidas por viveiros credenciados; normalmente apresentam haste única, normalmente com 50 cm de altura, que precisam de cuidados para formação das “pernadas”, que são feitos com a seleção de três a quatro brotos lançados após pegamento no campo. Em outros estados, é possível encontrar mudas já formadas. Para o plantio de pomares comerciais, depois de preparar o terreno, é realizada a sulcação, com aplicação de calcário e fertilizantes, e o alinhamento das covas; em pomares domésticos, pode-se abrir covas com  0,4 m x 0,4 m x 0,4 m, mistuando-se à terra, calcário e fertilizante orgânico. As mudas podem ser plantadas alinhadas, com espaçamento de cerca de 7 a 6 m entre linhas (ou ruas) por 5 a 3 m na linha. Os espaçamentos maiores são utilizados para plantas de grande porte como o limão e outras variedades vigorosas e os menores para as tangerinas, como a Ponkan.

A escolha de variedades é feita em fução da expectativa de comercialização do produto no mercado, quer seja para a indústria ou para o mercado de fruta fresca. São estabelecidos talhões com área de até 10 hectares, onde são plantadas uma única combinação de copa e porta-enxerto, o que viabiliza o manejo, tratos cultuais e colheita. Em chácara e quintais, é possível plantar árvores de diversas variedades para garantir produção durante o ano inteiro (veja quadro de épocas de colheita). Não existe uma área mínima para o plantio de um pomar. Uma planta no jardim pode trazer momentos bastante agradáveis ao “produtor”. Contudo vale lembrar que quanto maior a área, maiores serão os cuidados e investimentos necessários para se colher “bons frutos”.

O plantio deve ser realizado no início da estação chuvosa, de preferência em dias nublados. Ainda, é possível fazer o plantio o ano todo, dependendo do tamanho do pomar a ser plantado e da possibilidade para fazer a rega das mudas.

 Tratos culturais

 Nos primeiros dois anos, após plantio das mudas, ocorrem brotações abaixo da bifurcação da copa e na região do porta-enxerto. Estas devem ser eliminadas manualmente assim que aparecerem. São retirados também ramos mortos ou doentes e mal dispostos nas árvores adultas.

Para o bom desenvolvimento dos pomares, é necessário a avaliação da fertilidade do solo e nutrição das plantas, por meio de análises periódicas de amostras de solo e folhas, e registro de níveis de produtividade. O manejo da calagem e adubação, daqueles comerciais, é estabelecido com o conhecimento do histórico dessas informações. O Instituto Agronômico dispõe de publicações (Boletim Técnico 100: Recomendações de adubação e calagem para o Estado de São Paulo, 1997, e livros: Lima ácida Tahiti, 2003, e Citros, 2005) com recomendações detalhadas para laranjas, tangerinas, limas ácidas e limões.

Para pomares caseiros, a adubação pode ser feita com fertilizantes minerais (tipo NPK 10:10:10) ou orgânicos (tipo estercos curtidos); deve ainda ser realizada durante a primavera e o verão. As doses variam bastante com a idade das plantas e a produção de frutos, bem como as formulações encontradas no comércio. Pode-se aplicar três a quatro vezes no período indicado, para plantas pequenas de 200 a 400 g/planta/parcelamento da fórmula 10:10:10 ou quantidade equivalente de outro fertilizante; para plantas adultas utiliza-se de 500 a 1.000 g. Recomenda-se espalhar o fertilizante ao redor da planta para evitar a concentração do produto na superfície do solo e a “queima” de raízes e folhas.

É interessante aplicar, parte do fertilizante mineral, na forma orgânica. Ainda, a cada dois ou três anos, aplicar cerca de 2.000 g de calcário por planta, para corrigir a acidez do solo e fornecer os nutrientes cálcio e magnésio.

O controle do mato deve ser feito com o uso de herbicidas e roçadeiras, para: i) reduzir a competição entre espécies pelo uso da água e de nutrientes, e os possíveis prejuízos à produção de frutos, ii) aumentar os nichos de ocorrência de inimigos naturais de pragas e doenças e iii) melhorar a conservação do solo. O plantio de um cultura intercalar é recomendado, desde que sejam seguidos critérios, tais como, porte baixo das espécies escolhidas, manutenção de 1,0 a 1,5 m livre a cada lado da planta cítrica, eficiência no controle fitossanitário de ambas as espécies, compatibilidade no emprego de defensivos etc. Alguns exemplos de cultivos intercalares podem ser: milho-pipoca, quiabo, berinjela, abacaxi e mamão, que podem apresentar interesse econômico, ou adubos verdes, como lablabe, guandú, crotalária e mucuna-anã, que apresentam retorno indireto pelos benefícios trazidos ao solo.

As tangerineiras, normalmente, requerem o desbaste ou raleio de frutos jovens (até 3 cm de diâmetro) para garantir o bom desenvolvimento da planta e qualidade dos frutos.

Fonte: http://www.iac.sp.gov.br/Tecnologias/Citros/Citros.htm

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