Monitoramento da Helicoverpa armigera deve ser semanal

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18/12/2013

O engenheiro agrônomo Humberto Godoy Androciolli, entomologista e pesquisador do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), afirma que o monitoramento da Helicoverpa armigera deve ser feito a cada sete dias. “Como o ciclo da lagarta é muito rápido, se você não fizer isso semanalmente, pode ser tarde demais”, alerta. 

“Isso porque quando a planta está na fase de vagem, a lagarta tem o comportamento de broquear e entrar nessa vagem, ou seja, fica muito difícil de combatê-la na fase adulta. Como ela é uma praga nova por aqui, ainda não sabemos exatamente qual é o ciclo. Nos outros países, ela se torna uma adulta entre 20 e 30 dias”, explica ele em entrevista ao Boletim Informativo da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).

Androciolli explica como deve ser feito o controle: “Não tem como erradicar, e sim controlar. É importante fazer o monitoramento para verificar o tamanho da lagarta para realizar o uso correto de inseticida. O produtor não deve aplicar o produto sem fazer o monitoramento, ver o número de lagartas que vai ter por metro, por exemplo, na soja são entre duas e quatro lagartas”.

“Como ainda não existe produto para o controle da lagarta nas lavouras de milho, trigo, feijão, tomate e aveia, a Adapar está verificando  como vai fazer para liberar de o uso de alguns produtos que podem ser aplicados nessas culturas. Nós estamos numa corrida sobre quais são os produtos ideais recomendados que serão registrados. Nesse sentindo, Iapar e Adapar estão trabalhando juntos para subsidiar o produtor de ter um produto no combate dessa lagarta. A praga se não for remanejada de forma correta acaba criando resistência ao uso de inseticidas. A armigera já registrou resistência na Austrália, alguns países da África, Ásia e Europa. Eu acredito que até o início da safra de plantio de feijão, milho e trigo, a Adapar já vai ter conseguido alguns produtos para essas culturas”, projeta.

Fonte: Agrolink
Autor: Leonardo Gottems