Minimizar as Perdas de N na Citricultura

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As plantas, em geral, necessitam muito nitrogênio para o seu crescimento e produção. Na citricultura, a exportação, na colheita de frutos, é de 1,5 a 2 kg N/t. Como fertilizante, a uréia é o mais empregado em virtude do menor custo da unidade de N, pelo alto teor de N, em relação ao sulfato de amônio. Entretanto, a eficiência agronômica da uréia é reduzida pelas perdas de N, por volatilização de amônia (NH3), para o ar. E isto acontece com qualquer adubo nitrogenado amoniacal.
No solo, a reação da uréia e a hidrólise, sob a ação de ezimas “urease”, aumenta o pH do solo próximo à area de aplicação.
(NH2)2CO + H = HCO3 = 2NH4
NCO3 + H = CO2 + H2O
Com o aumento de NH4 na solução, há formação de NH3 que se perde por volatilização. O aumento do pH do solo, a ação dos ventos, a temperatura, a concentração de NH4 na solução, favorecem o aumento das perdas de NH3.
Nos citros, as perdas são maiores quando são empregados fertilizantes nitrogenados em solos arenosos. Nos solos com cobertura vegetal, a aplicação de nitrogenados na superfície aumentam as perdas de N, em virtude da manutenção de uma umidade mais elevada no solo e pela alta atividade das enzimas urease. É importante, aqui, incorporar o fertilizante nitrogenado, em profundidade, para diminuir as perdas. Porém, tem o problema que a prática de incorporar pode causar sérios danos às raízes das plantas, funcionando como uma “porta aberta” para a entrada de patógenos causadores de doenças.
Os pesquisadores Mattos Jr,D. et al.(2002) verificaram que, em relação à uréia, as perdas, por volatilização, podem chegar a 44% do N total aplicado, quando aplicada na superfície e sem incorporação. À medida que aumentaram a dose de N, as perdas se tornaram maiores. O nitrato de amônio deve ser a forma preferida, no manejo dos citros, por apresentar as menores taxas de perdas por volatilização.

Minha opinião: ora, é claro, que isto se aplica quando se usa uréia em cobertura no solo, sem incorporá-la ou sem utilizar a irrigação. Quando incorporada no solo, as perdas deverão ser menores. Uma alternativa, nos citros e outras culturas, com problemas de causar danos às raízes, é parcelar a aplicação de uréia em cobertura. Mas, os custos deverão aumentar pelo parcelamento das aplicações? Cabe ao Técnico e produtor analisarem os custos operacionais com a utilização do nitrato de amônio e da uréia. O custo da unidade de uréia deve ser mais barato, visto que ela tem 45% de N e o nitrato de amônio 32%. Mas, como em todo negócio, os custos têm que ser descritos, planejados e analisados “na ponta do lápis”.

Postado por Gastão Ney Monte Braga

Fonte: http://agronomiacomgismonti.blogspot.com/2010/10/minimizar-as-perdas-de-n-na.html#more

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