Linha de crédito para a bovinocultura deve ser disponibilizada em 2014

0
4

12/11/2013

Uma linha de crédito que visa estimular o melhoramento genético na bovinocultura mato-grossense foi aprovada na 20ª Reunião Ordinária da Câmara de Política Agrícola e Crédito Rural CPACR/CDA-MT. A iniciativa, voltada para o segmento de cria, segue para ser votada no Conselho Deliberativo do Desenvolvimento do Centro Oeste (Condel) que ocorrerá este mês em Goiás.

A linha de crédito, inclusa no Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO), para a Cria passa a ser disponibilizada a partir de 2014. De acordo com o representante da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) na Câmara, Guilherme Nolasco, esta linha é uma adaptação, para todo o estado, de uma já existente na região do Pantanal. “O produtor de cria, quando passa por uma dificuldade, precisa vender sua matriz para se capitalizar. O problema é que com isso ele compromete a produção futura de bezerro e consequentemente sua renda. Agora, ele poderá captar dinheiro sem abrir mão de sua principal fonte, a vaca”, explica.

De acordo com o projeto, para requerer o crédito, o pecuarista apresenta as fêmeas que pretende reter durante o período de até oito anos e o banco concede o recurso correspondente ao valor destes animais. As matrizes aptas devem possuir entre 12 e 72 meses. Além de apresentar suas matrizes por meio do registro do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), o produtor também precisará a investir em tecnologia genética, seja por meio de Inseminação Artificial, de Inseminação Artificial por Tempo Fixa (IATF) ou de reprodutores Pura Origem (P.O).

O economista e consultor técnico da Acrimat, Amado de Oliveira Filho, explica que o maior legado desta linha é justamente a condicionante de investimento em tecnologia, o que garante produção de qualidade. “Não será um instrumento somente para aquisição de capital de giro. O pecuarista vai precisar melhorar ou manter a qualidade dos bezerros que produz”.

Com o recurso desta linha, o pecuarista poderá adquirir, além de tecnologia genética, tecnologia para o pasto, providenciar a regularização ambiental entre outras ações para melhorar a renda de sua propriedade. O prazo para o pagamento do empréstimo é de até oito anos, com carência de quatro para começar a pagar, isso de acordo com a avalição do analista financeiro. O limite é de duas mil matrizes por produtor e o preço pago por cada uma será calculado com base no levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Fonte: Agrodebate