A Competitividade da Cadeia Paulista de Leite

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A cadeia do leite reúne importantes segmentos para a economia brasileira, gerando empregos, riquezas, impostos e tem o papel social de manter a viabilidade do modo de vida dos pequenos produtores, arraigando-os nas fazendas. Em relação às indústrias de laticínios brasileiras e aos consumidores, o leite também tem grande importância devido ao seu papel de insumo essencial na produção de alimentos e na dieta humana.

O leite serve para produção e consumo de produtos como: leite fluido, leite em pó, manteiga, queijo, iogurte, chocolate, creme de leite, leite condensado, bolinhos, entre outros. Além disso, a cadeia produtiva do leite é uma consumidora importante de insumos usados para produção e indústria. Esses elos da cadeia compram grandes quantidades como: produtos veterinários, material genético, alimentação animal, gado, equipamentos para ordenha, sementes, fertilizantes e produtos químicos bem como para a indústria embalagens (plástico, papel e vidro), lâmina de alumínio, açúcar, equipamentos industriais e a energia elétrica.

Em termos de representatividade, a cadeia produtiva do leite é uma das maiores cadeias no mundo. A produção de leite brasileira representa aproximadamente 5% da produção mundial, o que torna o país sexto colocado no ranking de produção mundial. Na América o país é o segundo maior produtor, com a 16% da produção do continente, apenas atrás dos EUA (FAO, 2005).

Entre os estados brasileiros, São Paulo é o maior consumidor de leite, pois comercializa mais de 7,6 bilhões de litros (em leite fluido e em equivalente leite). Porém este estado produz somente 1,74 bilhões de litros (IBGE, 2005). Portanto, o estado sofre com a falta de insumo, que precisa ser comprado de outras unidades da federação. Observando dados da última década, nota-se que São Paulo diminuiu a produção de leite e aumentou transferência de outros estados devido a questões de custos, incentivos e à competição com outras atividades (principalmente cana-de-açúcar e citricultura que aumentaram as áreas de cultivo em relação aos pastos no estado) prejudicando os produtores de leite paulistas.

Estes movimentos e tendências fizeram com que os agentes esses produtores se preocupassem com o futuro e a competitividade da produção no Estado. Os resultados destas mudanças podem ser analisados nos termos da participação e da produção de São Paulo quando comparados com o crescimento da produção no país e em outros estados. Os dados históricos mostram que o Brasil, de 1995 a 2004 aumentou a produção total em 42,5%. Ao mesmo tempo São Paulo tem sua produção (em relação ao total) diminuída em 12,1% passando de 12% a 7,4% da produção brasileira neste período. Enquanto isso, outros estados aumentaram sua produção como: Minas Gerais – 45,5%, Rio Grande do Sul – 45,6%, Paraná – 44%, e Goiás – 81,4%. Junto, estes estados aumentaram a participação em relação à produção total de 57,5% a 61% (IBGE, 2005).

Fonte: Estratégias para o Leite no Brasil  – Editora Atlas S.A/ Pensa 2006 – Coordenadores: Matheus Alberto Cônsoli, Marcos Fava Neves

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