Japão está interessado em comprar mais café do Brasil

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Os grãos brasileiros correspondem a cerca de 30% de todo café comercializado no Japão

 Japão parece estar interessado em comprar mais café do Brasil. Pelo menos é o que demonstrou a Associação Japonesa de Cafeicultores. Na opinião do diretor-executivo da entidade, Toyohide Nishino, o Brasil deveria aumentar a produção de café para a estabilização dos preços. “Com isso, poderia haver um aprofundamento dos negócios no setor, em especial neste ano comemorativo dos cem anos da imigração japonesa no Brasil”, opinou.

O Brasil responde, hoje, por um terço da produção mundial de café. Por se tratar de uma área muito grande de cultivo, qualquer tipo de notícia sobre variação de tempo, em especial com relação a geadas, faz com que a cotação do café tenha alterações em todo o mundo. Kinya Hashida, um oficial da área de marketing da Key Coffee, diz que: “Informações sobre a presença de geadas ou outros danos deixam o mercado apreensivo”.

 A ligação do café brasileiro com o Japão está atrelada à própria história da imigração japonesa ao Brasil, desde 18 de junho de 1908, quando os primeiros 781 imigrantes japoneses desembarcaram do Kasato Maru em Santos para trabalhar nas lavouras de café do Brasil. Foram esses japoneses os responsáveis pelo desenvolvimento da lavoura cafeeira no país de dimensões continentais que acolheu os imigrantes “franzinos” e de olhos puxados que vinham de terras tão longínquas.

De acordo com a Associação dos Cafeicultores do Japão, o Brasil deve facilitar as negociações com o Japão no mercado de café como uma maneira de recompensar os benefícios recebidos pelos imigrantes japoneses. Ainda hoje, o Brasil é o maior exportador de café ao Japão.

A Key Coffee irá negociar quatro tipos de café do Brasil, incluindo um tipo especial que recebeu o nome de Kasato Maru, nomeado depois das comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil. A Ueshima Coffee também vende mais oito tipos de café, incluindo regular e enlatado, produzido em fazendas japonesas.

A presença brasileira também é onipresente no sabor de todo o café vendido no Japão. Os grãos brasileiros correspondem a cerca de 30% de todo café comercializado no Japão.

A média de consumo de café do japonês é de 340 copos da bebida por ano. O preço do copo é de cerca de ¥ 25. A alta do café se dá pelo fato de o consumo do café em países emergentes estar se expandindo. Na opinião de especialistas japoneses, a acessibilidade do preço do café no mercado depende do Brasil.

As exportações brasileiras de cafés em grãos e industrializados, no primeiro semestre deste ano, registraram volume de 12,9 milhões de sacas  de 60 kg e receita de US$ 2,1 bilhões. Esse valor representa 6,3% do total da pauta  de exportação do agronegócio brasileiro no período, que foi de US$ 33,8 bilhões.

Para o diretor do Departamento do Café, da Secretaria de Produção e Agroenergia, do Ministério da Agricultura, Lucas Tadeu Ferreira, se mantida essa tendência do setor cafeeiro: “O Brasil poderá exportar em torno de 30 milhões de sacas de café de 60 quilos com receita superior a US$ 4 bilhões”. O diretor lembra ainda que a colheita do café é mais concentrada no segundo semestre do ano. 

Fonte:  http://www.nippo.com.br/campo/especiais/especial474.php

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