Identificado antioxidante na pele do tomate

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LoggaWiggler (CC0), Pixabay

15/02/2019

Um estudo realizado por pesquisadores do Weizmann Institute of Science, em Israel, identificou a presença de antioxidantes saudáveis em peles de tomate. A partir dessa descoberta, o professor Asafe Aharoni do Departamento de Ciências Ambientais do Instituto, principal responsável pela pesquisa, afirma que esse é um bom motivo para não descascar o fruto antes de comer.

De acordo com ele, o novo método revela que substâncias vegetais biologicamente ativas tipicamente associadas a espécies de plantas específicas, incluindo aquelas que fornecem benefícios para a saúde, são muito mais prevalentes em todo o reino vegetal do que foi pensado anteriormente.

Usando novas ferramentas, os cientistas identificaram mais de vinte metabólitos que nunca haviam sido relatados em tomates, incluindo certos antioxidantes na pele. Quando os pesquisadores compararam a análise do tomate com a lentilha e o modelo de pesquisa Arabidopsis thaliana, descobriram uma sobreposição no conteúdo de metabólitos especializados entre essas espécies surpreendentemente diferentes.

Estes e outros resultados sugerem que as espécies de plantas não são tão especializadas em seu metabolismo como tem sido comumente assumido. Em outras palavras, substâncias valiosas produzidas por plantas exóticas podem ser potencialmente derivadas de espécies mais comuns.

Nesse contexto, tanto lentilha como Arabidopsis thaliana contendo, embora em quantidades menores, alguns metabólitos utilizados na medicina tradicional até agora, sido isolado apenas ervas orientais como a  Ginkgo biloba, gengibre e pinheiro-bravo. “Essas tecnologias podem servir como ferramentas extremamente poderosas para estudar o metabolismo das plantas e identificar metabólitos com atividade biológica útil, incluindo possíveis drogas”, diz o pesquisador.

 

Fonte: Agrolink