Idéias de Novos Negócios – Criação de Peixes

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fornecedores de alevinos.

Carpa comum – Espécie bastante difundida em todo o mundo, de origem asiática. Tem boa resistência a doenças, facilidade de manejo e reprodução. Suas variedades mais cultivadas são: a carpa espelho, a carpa escama e a carpa colorida. Tem hábitos alimentares bentófago e onívoro. Preferindo pequenos vermes, minhocas e moluscos, além de ração. Apresenta crescimento rápido, atingindo cerca de 1,5 kg em um ano. Reproduz-se em viveiro.

Carpa prateada – Tem baixo custo de produção e pode ser consorciada com outros peixes, como a carpa comum, por exemplo. Carpa cabeça grande.

Índices produtivos semelhantes à carpa prateada e produz mais quando consorciada com esta. Alimenta-se de algas e zooplâncton.
Não aceita bem outros tipos de alimentos e rações. Peixe de carne magra e saborosa, tem boa velocidade de crescimento, podendo atingir até 2 kg em um ano. No Brasil, os machos atingem a maturidade sexual com dois anos e as fêmeas com três anos de idade. Em cativeiro a reprodução é artificial pelo processo de hipofisação.

Tambaqui – Peixe muito apropriado para o cultivo, pois apresenta carne saborosa, crescimento rápido, fácil manuseio e grande rusticidade. Em condições ideais de criação em cativeiro, o tambaqui chega a atingir 1,4 Kg em um ano. A espécie é originária da Amazônia e, por isso, resiste pouco ao frio. Temperaturas inferiores a 15ºC causam alta mortalidade. A reprodução natural ocorre quando atinge cerca de 55 cm de comprimento e idade entre 4 e 5 anos, à época das chuvas. Em condições de cultivo, são utilizados reprodutores com idades superiores a 3 anos. A técnica de reprodução artificial é conhecida, podendo ser efetuada até 2 vezes por ano por fêmea. A alimentação do tambaqui é do tipo onívora, ou seja, é baseada, principalmente, no consumo de frutas, sementes e organismos aquáticos de pequeno porte. Em sistemas de cultivo, aceitam muitos tipos de alimentos como grãos, frutos, batatas, subprodutos agrícolas, dejetos de animais domésticos e rações. Existem, inclusive, algumas empresas que oferecem rações com o requerimento nutricional específico para o tambaqui.

Curimatã ou Curimbatá – Tem hábito alimentar adequado para piscicultura, pois se alimenta de matéria orgânica viva ou morta, que se deposita no fundo do tanque. Pode atingir até 800 gramas em um ano.

Tambacu – Obtido através do cruzamento entre fêmea de tambaqui e macho de pacu. Tem rápido crescimento e adapta-se melhor a climas mais frios, com temperaturas inferiores a 20ºC. A criação deve ser controlada, pois se o híbrido escapar, pode ameaçar as
duas espécies das quais se originou. Em viveiros obtém-se um bom resultado com ração extrusada. Recomenda-se densidade no tanque de um peixe por metro cúbico. Na criação intensiva, consorcia-se com outras espécies. Por se tratar de um peixe de hábitos alimentares de superfície, convive muito bem com espécies de fundo tais como a carpa ou curimatã.
Sua comercialização visa atender pesqueiros e clubes de pesca, sendo vendido preferencialmente com peso entre 800g e 1,5 Kg. TraíraTem carne saborosa e conhecida, mas seu manejo, principalmente com outros peixes, é difícil. É a espécie mais cultivada no sistema de tanque-rede, alcançando bons resultados.

Matrinchã – Espécie de carne rosada e bastante apreciada. Tem coloração dourada no dorso e prateada nos flancos. As nadadeiras são
vermelhas, justificando um de seus nomes indígenas: “piraputanga”, que significa “peixe vermelho”. Pode chegar a 60 cm de comprimento. No seu ambiente natural alimenta-se de sementes e frutos. Atualmente, tem sido introduzido na piscicultura em cativeiro em regime intensivo, obtendo grande resultado quanto ao crescimento e à comercialização. Em cativeiro aceita muito bem a ração extrusada (25% proteína bruta), podendo atingir, com bom manejo, até 1 Kg em um ano de idade. Sua comercialização tem como principal mercado o setor de Pesque-Pague, justamente por ser um peixe altamente esportivo.

Tucunaré – Originário da Bacia Amazônica, hoje aclimatado em quase todas as regiões do Brasil, tem características de agressividade e
predador nato. Atualmente, vem sendo introduzido em clubes de pesca, com grande apelo junto ao público por causa de sua esportividade. Sua carne é de qualidade, considerada nobre e de paladar requintado. Por ser um peixe carnívoro, é recomendado para
povoamento de represas, açudes ou tanques, onde haja super população de outras espécies, como tilápia e o lambari, que servirão de
alimentação natural para ele, mantendo o equilíbrio. Na prática o Tucunaré é criado sem despesas adicionais, pois alimenta-se dos organismos vivos disponíveis na água do tanque, não aceitando rações ou similar. O que determina as diversas cores do Tucunaré é o local e a água onde vive. É comum, em todos os tipos, a mancha que lembra um olho, na base da cauda. Esta espécie consegue se reproduzir em água parada, com desova anual, fazendo ninho e cuidando dos filhotes. Normalmente, sua ninhada é pequena. Tendo boa disponibilidade de alimentação, chega a atingir de um a 1,2 Kg em um ano. A alevinagem é feita a partir da captura de desova natural.

Surubim – Existem duas espécies em cultivo comercial, atualmente, no país, o surubim pintado e o surubim cachara. O surubim pertence a ordem Siluriforme, a mesma dos bagres e mandis, apresentando, como principais características, o corpo desprovido de escamas, que o classifica como”peixe de couro”, e a presença de barbilhões perto da boca, que o auxilia na busca de alimentos. Os surubins apresentam ferrões nas nadadeiras dorsal e peitoral, mas não têm toxinas, como no caso dos mandis. O cachara pode atingir até 30 quilos de peso e possui o corpo ornado com listras verticais escuras. O pintado, como diz o nome, apresenta pintas escuras pelo corpo. Os surubins são peixes de piracema, ou seja, percorrem longos trechos em direção às nascentes dos rios, para se reproduzirem. São peixes de desova total que é realizada uma única vez no ano. Uma fêmea adulta chega a desovar de 70 mil a 80 mil ovos por quilo corporal. Esta alta fecundidade compensa a baixa sobrevivência de larvas e alevinos, muito sujeitos à predação no ambiente natual. A reprodução do surubim em cativeiro, a exemplo de outros peixes de piracema, só é possível pela indução da desova, através da aplicação de hormônios. O hábito alimentar dessas espécies é carvívora-piscívoro, ou seja, se alimentam de outros peixes menores. Para o cultivo em cativeiro, os alevinos têm que ser habituados ao consumo de ração comercial para peixes carnívoros. Os surubins alimentados com ração comercial apresentam crescimento rápido e boa conversão alimentar. Consomem cerca de 1,5 Kg a 2,0
Kg de ração para engordar um quilo e atingem de 3 Kg a 4 Kg com 12 a 14 meses de idade. São peixes que toleram bem a baixa
disponibilidade de oxigênio na água, o manuseio durante a despesca e o transporte vivo por longas distâncias. O rendimento do filé da
espécie chega a 50%, bastante superior às demais espécies cultivadas.

Dourado – O dourado pertence à ordem Characiforme, que engloba várias espécies de escama, encontrados nos rios brasileiros. Com
exceção dos rios da bacia amazônica, o dourado encontra-se presente na maioria das bacias hidrográficas do país. Apresenta corpo
amarelo-ouro cintilante e dorso dourado-esverdeado. As fêmeas, normalmente, são maiores que os machos, podendo atingir 110 cm de
comprimento e peso de até 25 Kg. O dourado também é um peixe de piracema, com desova semelhante à do surubim, de 70 mil a 80 mil ovos por quilo de peso corporal, o que compensa a alta predação natural de larvas e alevinos. A desova artificial é induzida por
hormônios. Mas, ocorre um gargalo na exploração comercial desse peixe, por causa de sérias dificuldades no desenvolvimento das
pós-larvas em alevinos.O dourado é um peixe tipicamente carnívoro e alimenta-se, no seu habitat, de peixes menores, como lambaris,
piraputangas, curimbatás e outros. Para criação comercial em cativeiro, os alevinos são treinados para consumir rações comerciais
para peixes carnívoros. Dourados atingem cerca de 0,8 Kg a 1 Kg, com 10 a 12 meses de engorda. Sua conversão alimentar é mais
dispendiosa do que a do surubim, sendo necessários 1,8 Kg a 2 Kg de ração para engordar um quilo. O dourado deve ser manuseado com cuidado para transporte vivo, pois é bem suscetível ao mau, manejo. Pode não resistir ao transporte, acarretando altas taxas de mortalidade nos tanques, se sofrer muito estresse.

Truta – É um peixe originário dos rios e lagos gelados da América do Norte. Foi disseminada, em seguida, para países da Europa, Japão, Argentina e Chile, sendo introduzida no Brasil por volta de 1940, com ovas trazidas da Dinamarca, levadas primeiramente para algumas regiões do Estado do Rio de Janeiro. Existem vários tipos de trutas: a Marrom, a Fontinalis, a Tigre, a Apache e a Arco-íris, sendo esta última a mais adaptada ao clima brasileiro, com boa resistência a doenças e fácil adaptação à alimentação artificial. A criação da truta é feita no sistema intensivo, em tanques de alvenaria, concreto ou revestido de pedras não porosas, como a ardósia. A truta é um Salmonídeo, ou seja, da mesma família do Salmon e, por isso, sua sobrevivência depende de muitas peculiaridades, como clima ameno, altitudes superiores a 1.000 metros e água cristalinas, muito oxigenadas e com temperaturas baixa, inclusive no verão.

Organização do processo produtivo

A cadeia produtiva da piscicultura compreende as seguintes etapas:

Produção (instalação do cultivo, povoamento, engorda, despesca e abate), Processamento (Limpeza, classificação, pesagem, embalagem, congelamento e estocagem) e Comercialização.

Produção – Entre as tecnologias utilizadas na produção de pescado contam-se os sistemas semi-intensivos, que incluem técnicas de exploração com baixa renovação da água (menos de 5% ao dia) e nível baixo de monitoramento de sua qualidade, contando-se apenas o monitoramento de sua transparência e, em conseqüência, com uma produtividade anual por hectare inferior a 5.500 Kg de peixe e baixa rentabilidade. Outro sistema semi-intensivo possível de ser desenvolvido incorpora mais tecnologia, com uma taxa de renovação
da água do viveiro entre 5% e 10% ao dia, nível intermediário de monitoramento da qualidade da água, com acompanhamento de sua
transparência, das temperaturas máxima e mínimas, pH e níveis de alcalinidade, e uso de viveiros-berçários, de forma a aumentar a taxa
de sobrevivência dos alevinos, obtendo-se produtividade anuais médias entre 6 mil a 10 mil Kg/ha/ano.Por último, tem-se o sistema
intensivo de criação.

Caracteriza-se por uma tecnologia de produção que envolve a renovação de mais de 10% da água do viveiro por dia, intensivo monitoramento da qualidade da água, acompanhando-se a transparência, temperaturas máximas e mínimas, pH, alcalinidade, oxigênio dissolvido e amônia, somando o uso de aeradores na proporção de 4 HP/ha e o uso de viveiros berçários, alcançando a produtividade média anual acima de 10 mil Kg/ha.Algumas considerações técnicas:

-A quantidade e a qualidade da água deverão ser observadas constantemente. Temperaturas altas diminuem a quantidade de oxigênio disponível na água;

– O esterco deverá ser usado com moderação, pois poderá diminuir os níveis de oxigênio;

-Ao afundarmos um objeto claro na água, ele deverá desaparecer entre 15cm e 30cm de profundidade. Isso demonstra que existe matéria orgânica dissolvida no tanque;

-O uso de ração balanceada aumenta a higiene do tanque e, consequentemente, a qualidade do peixe. Neste sistema, a densidade também poderá ser maior;

-A ração granulada, atualmente, é a mais utilizada, porque se dissolve pouco na água, não ocasionando perdas excessivas;

-O policultivo consiste em criação em consórcio de duas ou mais espécies. É aconselhável que sejam escolhidas espécies com hábitos alimentares diferentes, para melhor aproveitamento do alimento.

Processamento – Em relação à fase de Processamento, a conservação do Pescado é uma das etapas mais críticas, uma vez que a decomposição instala-se muito mais rapidamente em pescados do que na carne de outros animais. Os peixes durante sua captura sofrem morte lenta e considerável dano mecânico da pele, dentro das redes. Estes danos mecânicos, em um ambiente rico de microorganismos como a água, antecipam sensivelmente o início da deterioração.Existem numerosos métodos de conservação de pescados. Alguns se aplicam especialmente a certos tipos de pescados, outros têm aplicação limitada a determinadas regiões e grupos populacionais que os apreciam. Serão citados aqui os métodos mais comuns de aplicação mais geral.

1 – Conservação por refrigeração:

1.1 – Refrigeração com emprego de gelo;
1.2 – Refrigeração pelo emprego de líquido refrigerante;
1.3 – Refrigeração por emprego de ar circulante;
1.4 – Conservação por congelamento;
1.5 – Congelamento pelo emprego de ar circulante;
1.6 – Congelamento pelo emprego de líquidos frios;
1.7– Congelamento por contacto com superfícies frias; e
1.8– Congelamento por imersão em líquido refrigerante em ebulição.

2 – Conservação por salga:
2.1 – Salga seca; e
2.2 – Salga úmida.

3 – Defumação;

4 – Fermentação;

5 – Enlatamento;

6 – Embutidos; e

7 – Farinha de peixe.

Todos os processos de conservação de pescado visam o armazenamento dos peixes para consumi-los em outras épocas. Conforme o método que se usa, também se agrega valor, além de preservá-lo.Para se avaliar o método mais adequado à conservação, é necessário que seja feita uma análise técnica da situação em questão, definindo-se o processo mais apropriado.

Comercialização – Vide canais de distribuição.

Automação

O controle dos parâmetros da água nos tanques é de grande importância para o sucesso de um empreendimento de criação de peixes. Estes parâmetros estão associados ao monitoramento da temperatura, oxigênio dissolvido, pH e condutividade da água. Manter estes parâmetros sob controle é um fator crítico de sucesso para o aumento de peso, diminuição do “stress” que resulta em melhoria do produto final, acelerar o crescimento, etc.

Essas grandezas podem ser mantidas sob controle por meio de um sistema de automação que tem ação de correção dos desvios em relação a faixa de variação aceitável, dentro da qual a atividade se torna mais rentável. Estes sistemas permitem uma enorme economia de insumos, tempo e energia ao racionalizar as ações corretivas e dispará-las apenas em caso de necessidade, preventivamente, e não corretivamente, caso em que o desperdício se faz presente;

Ressaltando que uma vez estabilizados e sob controle estes parâmetros, garantem uma qualidade maior do produto e uma produtividade muito mais elevada. Outra vantagem do uso da automação é o controle dos custos operacionais e a possibilidade de integração desse sistema a um software que possa fornecer informações não só sobre a qualidade de água, mas também informações sobre:

-Controle da entrada de peixes (alevinos ou juvenis)
-Alimentação
-Controle do estoque de ração
-Controle da sanidade dos peixes:
-Controle de medicamentos
-Controle Biométrico
-Custo de Produção

Em relação às funções administrativas do empreendimento (contas a receber, contas a pagar, compras, gestão do estoque, etc.), estas também podem ser automatizadas através da utilização de softwares específicos para empreendimentos de agronegócio, disponíveis no mercado.

Canais de distribuição

Por diversas razões, dentre elas a falta de uma estrutura de distribuição e armazenamento (frigorífico), falta do selo de inspeção
sanitária, dentre outros fatores, muitos produtores acabam comercializando o peixe “in natura” nas feiras livres, peixarias ou
pesques-pague, com baixo índice de retorno.

Quando devidamente legalizada a produção pode ser comercializado junto a bares, lanchonetes, restaurantes, hotéis e supermercados, geralmente consumidos por uma população de maior poder aquisitivo, que demanda espécies mais nobres. A comercialização também pode ser feita, para o produto de maior valor agregado, ou que receba alguma forma de beneficiamento.

Dentre as inúmeras formas de beneficiamento do pescado destacamos:

• Peixe inteiro eviscerado

• Peixe em posta

• Filé de peixe

• Peixe defumado

• Fishburguer

• Costelinhas, almôndegas e quibe

• Patê congelado e defumado

• Peixe salgado

• Caldo de peixe

Do peixe ainda podemos beneficiar as peles através do curtimento, produzir a farinha de peixe e extrair a hipófise glândula sexual utilizada no estímulo à propagação artificial de peixe de piracema.

Investimentos

A piscicultura assume diversas formas, desde aquelas onde a criação de peixes destina-se ao consumo do próprio do produtor rural e
sua família ou pelos membros de uma cooperativa ou ainda, a piscicultura destinada à criação de alevinos para a venda a outros
piscicultores.Existe um terceiro tipo de piscicultura que é aquela realizada em escala industrial, para comercialização em grandes
quantidades e de forma regular, chamada de piscicultura industrial.

Ela envolve a implantação de viveiros de peixes, local adequado demandando um investimento inicial considerável em instalações,
equipamentos, além de conhecimentos técnicos e mercadológicos.Os investimentos iniciais dependem diretamente do sistema de produção adotado. A maior parte dos custos (80%) é gerada pelos serviços de terraplanagem e escavações dos viveiros. A aquisição de máquinas e equipamentos geralmente corresponde a 20% do projeto.

Em média, pode-se considerar um investimento inicial na faixa de 10 a 15 mil dólares por hectare (10.000m²) de projeto instalado.Em relação a construção de viveiros, existem diversas formas de construção. Deve-se optar pelo modelo mais propício ao terreno disponível e de menor custo possível.

Os viveiros ideais para a prática da piscicultura apresentam forma retangular, com abastecimento e drenagem localizadas em faces opostas no sentido de seu comprimento e profundidade média de 1,0m com um leve desnível (0,5 A 1,0%) em seu fundo, visando favorecer a remoção de metabólitos e facilitar o manejo necessário.

O sistema de drenagem deve ser planejado de forma a drenar a água de fundo, que apresenta menores níveis de oxigênio e maiores concentrações de amônia e metabólitos. São exemplos de viveiros:

o de barragem (intercepção de um curso de água)

o parcialmente circulado com diques;

o totalmente circundado com diques;

viveiros por derivação (escavado);

o viveiro-berçario (produção de alevinos) e

o de tanque-rede.

Graças à regulamentação do uso das águas públicas pelo governo (DECRETO N o 4.895, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2003) o cultivo de peixes em tanques-redes em barragens, represas, etc. da União tem-se tornando uma atividade bastante atrativa em vista da considerável redução do investimento requerido em relação aos sistemas tradicionais.

Considerado um sistema superintensivo de produtividade, onde os peixes são cultivados de forma adensada dentro dos próprios tanques-rede, esta modalidade de cultivo faz a diferença para muitos piscicultores. Os motivos são óbvios: altas produtividades e
racionamento dos custos de produção, principalmente o uso de mão-de-obra e as despescas (retirada dos peixes do tanque e pesagem
para comercialização).

O tanque-rede é um contedor onde os peixes são criados em regime de confinamento, de modo que permaneçam presos em seu interior sem se dispersarem no meio aquático. Como em outras formas de produção, recomenda-se que seja consultado um centro tecnológico de aqüicultura da região para uma orientação mais detalhada.

Capital de giro

Capital de giro é um montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir a dinâmica do seu processo de negócio.

O capital de giro precisa de controle permanente, pois tem a função de minimizar o impacto das mudanças no ambiente de negócios onde a empresa atua.

O desafio da gestão do capital de giro deve-se, principalmente, à ocorrência dos fatores a seguir:

-Variação dos diversos custos absorvidos pela empresa;
-Aumento de despesas financeiras, em decorrência das instabilidades desse mercado;
-Baixo volume de vendas;
-Aumento dos índices de inadimplência;
-Altos níveis de estoques.

O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão.

O empresário deve evitar a retirada de valores além do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso que entrar na empresa nela
deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio. Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente
sua auto-sustentação, reduzindo as necessidades de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.

O cálculo deste montante de recursos, no entanto, depende de diversos fatores. No caso de um criatório de peixes ele irá variar em função da forma de produção (intensiva, semi-intensiva, etc.), do ciclo de criação (recria, engorda e despesca), da comercialização e do preparo dos viveiros para um novo ciclo.

Vale ressaltar que quanto maior este ciclo maior será a necessidade de capital de giro.

Contudo, outros fatores irão requerer a atenção do empreendedor para evitar a absorção indesejada do seu capital de giro:

-Grande quantidade de peixes nos viveiros (altos níveis de estoques), combinado com baixo volume de vendas;

– Aumento dos diversos custos absorvidos pela empresa;

– Aumento de despesas financeiras;

– Aumento dos índices de inadimplência;

O empreendedor deverá ter um controle orçamentário rígido de forma a não consumir recursos sem previsão. Além disso, ele deve evitar a retirada de valores além do pró-labore estipulado, pois no início todo o recurso que entrar na empresa nela deverá permanecer, possibilitando o crescimento e a expansão do negócio.

Dessa forma a empresa poderá alcançar mais rapidamente sua auto-sustentação, favorecendo a formação de um capital de giro próprio (e reduzindo a necessidade de uso de capital de giro de terceiros ou aportes de recursos feitos pelo empreendedor) e agregando maior valor ao novo negócio.

Custos

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente no preço dos
produtos ou serviços prestados, como: aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria-prima e insumos consumidos no processo de produção.

O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas.

Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.Os custos para uma abrir um negócio de criação de
peixes devem ser estimados considerando os itens abaixo:

1. Salários, comissões e encargos;
2. Tributos, impostos, contribuições e taxas;
3. Segurança;
4. Água, Luz, Telefone e acesso a internet;
5. Produtos para higiene e limpeza da empresa e funcionários;
6. Assessoria contábil;
7. Propaganda e Publicidade da empresa;
8. Aquisição de matéria-prima e insumos;
9. Despesas com vendas;
10. Despesas com armazenamento e transporte;

Os custos para relacionados a manutenção de uma criação de peixes devem ser estimados considerando os itens abaixo:

Aquisição de insumos (Alevinos , Ração, Cal, Fertilizante e Adubo);

Assessoria contábil;

Despesas com armazenamento e transporte;

Despesas com vendas;

Energia, Telefone e acesso a internet;

Propaganda e Publicidade da empresa;

Recursos para manutenções corretivas;

Salários, comissões e encargos;

Tributos, impostos, contribuições e taxas;

Depreciação de equipamentos;

Manutenção do Terreno.

Diversificação / Agregação de valor

Uma das vantagens da piscicultura é que ela pode ser implantada em áreas improdutivas ou de baixo rendimento
agropecuário, aumentando o faturamento do produtor rural. Além disso, a atividade pode ser integrada a outras criações mantidas na
propriedade. Uma prática comum é a integração da piscicultura a criação de suínos e ovinos (galinhas, patos, etc.), mas que também
aumentam os cuidados a serem tomados pelo piscicultor.

Geralmente o produtor rural, destina parte de sua propriedade para culturas que possam ser utilizadas na alimentação dos animais de sua criação, diminuindo seus custos de produção. Esta prática pode ser utilizada na piscicultura, tanto pro consumo próprio quanto para a venda de insumos / rações para terceiros.O beneficiamento do produto é a melhor forma de se aumentar o valor agregado do pescado.

Uma opção para o piscicultor que desejar diversificar suas atividades é a montagem na propriedade, de um pequeno pesque-pague ou um restaurante para servir os peixes de seu criatório.

Divulgação

Como um bem de consumo a divulgação dos produtos da sua criação de peixes deve ser direcionada para o usuário final, com o objetivo de estimulá-lo a consumir o seu produto.

Alguns itens são importantes para chamar atenção do consumidor no ponto de venda dentre eles a adequada exposição, uso de displays, totens, folhetos explicativos sobre a qualidade do produto etc., porém a possibilidade de visualizar e poder atestar a sua qualidade são essenciais para impulsionar o cliente a adquirir o pescado.

Neste contexto, é necessário que o empreendedor fiscalize os produtos expostos nos pontos de venda para verificar se o seu produto está numa boa localização e se o sistema de refrigeração está funcionando adequadamente para que não haja perda na qualidade.Para os produtos beneficiados, uma bonita e bem elaborada embalagem é uma boa forma de apresentar o produto, sendo um requisito básico para impulsionar a sua venda.

A divulgação do produto para os supermercados e indústrias de beneficiamento deve ser feita através de visitas regulares e apresentação aos departamentos responsáveis pela aquisição do produto, com o uso de amostras e folhetos explicativos sobre o seu criatório.

Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de criação de peixes, assim entendidas as atividades de criação e produção de peixes em água doce, salgada e
salobra, poderá optar pelo SIMPLES Nacional – Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar nº 123/2006, caso a receita bruta de sua atividade não ultrapassar R$ 240.000,00 (microempresa) ou R$ 2.400.000,00 (empresa de pequeno porte) e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional):

-IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);
-CSLL (contribuição social sobre o lucro);
-PIS (programa de integração social);
-COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);
-ICMS (imposto sobre circulação de mercadorias e serviços);
-INSS (contribuição para a seguridade social).

Conforme o Anexo I da referida Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, vão de 4% até 11,61%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o empreendedor utilizará, como receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze).

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios de isenção e/ou substituição tributária
para o ICMS, a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS (Resolução nº 05/2007, do Comitê Gestor de Tributação das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).Essa opção de tributação poderá ser amplamente vantajosa para o segmento de criação de peixes, motivo pelo qual sugerimos uma avaliação
cuidadosa do regime de tributação apresentado.

Orienta-se ao empreendedor que atente ao tópico Exigências legais especificas, que inclui as normas e regulamentos que devem ser atendidos para operacionalização dessa atividade.

Glossário

Conheça o significado de algumas palavras que costumeiramente encontramos destacadas em textos sobre Piscicultura, extraída do livro
Piscicultura, Coleção Agro Indústria.

Abiótico – que não tem vida
Aeração – ato de aerar a água; injetar ar na água.
Alevinos – peixe jovem que apresenta externamente todas as características do adulto
Alcalinidade – medida de concentração total de substâncias alcalinas na água
Aqüicultura – criação controlada de organismos aquáticos, animais ou vegetais
Arraçoamento – o ato de fornecer ração para peixes
Biocenose – conjunto das populações animais
Biogênica – capacidade de sustentação da vida
Biomassa – soma dos pesos individuais dos componentes de uma população animal
Biótico – que tem vida
Biótopo – o meio que abriga a biocenose
Carcinicultura – criação de camarões e outros crustáceos
Comportas – estrutura de contenção de água
Confinamento – Ato de fechar uma população animal em um local qualquer
Cromatóforos – células de pigmento; conferem coloração aos peixes
Depleção – queda, diminuição.
Derme – camada profunda da pele
Despesca – coleta dos peixes do período de cultivo
Ecossistema – o conjunto formado por uma biocenose e um biótopo
Embolia – formação de bolhas de ar em uma corrente líquida
Espécies cosmopolitas – espécies criadas mundialmente
Estratificação – formação de camadas estratos
Estuarina – região costeira caracterizada onde ocorre a desembocadura de um rio no mar
Exoftalmia – crescimento exagerado do globo ocular
Extrusão – processamento de alimentos através da prensagem úmida sob alta pressão contra placas perfuradas
Fertirrigação – irrigação de uma cultura vegetal com uma água que contem fertilizantes
Fisiográfica – caracterização física de uma região ou terreno
Fitoplâncton – plâncton vegetal; algas unicelulares
Fotóforos – células geradoras de luz
Fusiforme – em forma de fuso
Gelatinização – cocção (do amido)
Granulemetria grosseira – material que apresenta partículas muito grandes
Herbívoros – animais que se alimentam de vegetais superiores
Hidrodinâmico – forma (corporal) que não apresenta resistência ao deslocamento, à movimentação da água
Hidroponia – cultivo de vegetais em solução de nutrientes minerais
Homeostase – capacidade de regulação de uma função fisiológica (exemplo: a homeostase térmica é a capacidade de regulação da
temperatura corporal)
Ictiófago – peixe predador cujo principal item alimentar são outros peixes pequenos
Iliófago – peixe que se alimenta de algas do substrato, do lodo
Larvicultura – fase da piscicultura que cuida da criação das larvas de peixes
Lixiviação – perda de nutrientes por lavagem
Metabolitos – resíduos da digestão, do metabolismo dos alimentos
Monge – estrutura para drenagem construída em sistema de vasos comunicantes
Monocultivo – criação de apenas uma espécie
Onívoro – animal sem preferência alimentar: oportunistas
Oxigênio Dissolvido (OD) – quantidade de oxigênio presente na água e disponível para a respiração dos animais aquáticos
Patogênico – que causa doença
Pecilotérmico – animal que não tem capacidade de regular a temperatura corporal
pH – medida de concentração de hidrogênio dissolvido nos líquidos
Piscicultura interior – piscicultura conduzida em águas continentais, águas doces
Piscigranja – estação ou fazenda de criação de peixes
Plâncton – organismo que vive na água e que não apresenta movimentos naturais voluntários capazes de vencer correntezas
Ração completa – alimento que quando misturado aos peixes supre todas suas exigências nutricionais
Ração suplementar – alimento que complementa a alimentação natural dos peixes
Raceways – tanques de alto fluxo
Refretômetro – instrumento que mede a concentração de sais nas soluções através da refração da luz
Rotíferos – animais da classe Rotífera: ciliados, microscópicos, do filo Aschelminthes; fazem parte do zooplâncton
Salinômetro – aparelho para medir a contração de sais nas soluções através da flutuação
Silte – material mineral sedimentar cujas partículas apresentam diâmetro entre 0,05 e 0,005 mm
Termoplástico – material plástico que amolece quando aquecido e enrijece quando resfriado
Translocamento – povoamento de uma bacia hidrográfica com uma espécie de peixe de outra bacia do mesmo continente
Trófico – alimentar
Turbidez – coloração resultante de partículas em suspensão na água
Turfoso – solo que apresenta muita turfa, um material esponjoso formado por restos de vegetais, principalmente raízes
Zooplâncton – Plâncton animal; microcrustáceos, rotíferos, cladóceros (pulgas d’água), etc.

Dicas do Negócio

Os fatores primordiais para o sucesso de uma criação de peixes são :a qualidade do produto, o preço competitivo, a localização
adequada e a facilidade para distribuição. De todos esses fatores, o principal é, sem dúvida, a qualidade sanitária do produto. A ela,
segundo especialistas do ramo, está ligado diretamente o sucesso de um criatório. Para isso, são essenciais os cuidados veterinários com a criação, a limpeza geral dos tanques, a boa saúde dos empregados e a qualidade das rações, além de boas instalações e manutenção adequada.

Quando se confina algum tipo de animal, particularmente em se tratando de pescado, ocorre aparecimento de doenças que em
ambientes naturais tem pouca ou nenhuma repercussão. O estresse a que os peixes ficam submetidos leva à manifestação de agentes
patogênicos, em especial, os chamados organismos facultativos ou secundários, que pertencem ao grupo dos parasitas, bactérias ou
fungos.

Como existe uma dificuldade muito grande para tratar qualquer enfermidade em peixe após esta se instalar, recomenda-se, na piscicultura, a adoção de medidas profiláticas para evitar a manifestação das várias patologias. Nesse sentido, já está bastante
sedimentada entre os piscicultores a forte relação existente entre técnicas corretas de manejo e a ausência de enfermidades.

Um fator importante para o sucesso do negócio é a decisão sobre quais espécies devem ser cultivadas, não se esquecendo que é o mercado consumidor quem influencia esta escolha. Pois mesmo que uma determinada espécie apresente características ideais de resistência ao manejo e as enfermidades, bom crescimento, boa conversão alimentar e facilidade de reprodução, se as suas características de aparência e paladar não agradarem ao consumidor, deve-se dar preferência ao cultivo de outras espécies que atendam melhor a este conjunto de requisitos.

Características específicas do empreendedor

Existem duas realidades distintas na piscicultura brasileira:

a dos produtores atrasados tecnologicamente, com baixa escala de produção, produtividade e rentabilidade e a realidade da piscicultura
realizada por produtores bem sucedidos com emprego de tecnologia elevada, escala de produção e bons índices de produtividade. Os
empreendedores deste último grupo reúnem características tais como:

Conhecimento técnico do ramo.

– Organização e capacidade de associativismo.

– Habilidades para avaliar e identificar nichos de mercado

– Habilidade de Negociação.

– Senso de oportunidade e capacidade de assumir riscos

– Capacidade de motivar sua equipe e manter-se atualizado tecnologicamente.

– Conhecimento das exigências legais estabelecidas pelos órgãos normativos e licenciadores e capacidade para avaliar sua conformidade as normas em vigor;

Qualquer que seja o modelo de produção adotado, a visão empresarial, o estudo de mercado a que se destina o peixe, a busca de
orientação técnica, a legalização da atividade nos órgãos ambientais e a manutenção de uma produção sustentável, são ações indispensáveis à consolidação do empreendimento por parte do produtor.

Bibliografia Complementar

Brasil. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária (Brasilia, BR). Departamento Nacional de Obras contra as Secas. Normas
técnicas destinadas à propagação artificial de peixes. Fortaleza : DNOCS, 1990. 14p. Brasil.

SEAP – Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República. Código de Conduta para Desenvolvimento Sustentável e Responsável da Piscicultura Brasileira. Brasília, junho de 2004.CECCARELLI, P.S.;

SENHORINI, J.A.; VOLPATO, G. Dicas em piscicultura (perguntas e respostas). Santa Gráfica Editora, Botucatu, SP, 2000, 247p.

Jensen, Jonh William; Carneiro Sobrinho, Antônio. Cartilha do criador de peixe. Fortaleza : DNOCS, 1974. 49p. ilus. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Brasília, BR).

Criação de Peixes. Brasília : IBAMA, 1989. 27p. ilus. Proenca, Carlos Eduardo Martins de; Bittencourt, Paulo Roberto Leal. Manual de piscicultura tropical. (Coleção manuais). Brasília : IBAMA, 11994.

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CODEVASF, 1985. 71p. ilus. 5refs. Zilli, Adelina; Rangel, João Carlos G. Crie Peixe. Porto Alegre : Secret. da Agric. do estado do
RGS, 1980. 30p. ilus.

IGARASHI, Marco Antônio. Peixes ornamentais, potencial econômico. Fortaleza: Ed. SEBRAE, 2005.

SEBRAE/MG. Na internet: Ponto de Partida: Criação de Peixe. Site:www.sebraemg.com.br, Acessado em 30/08/2005.

SEBRAE/NA.Como abrir seu negócio: Criação de peixes. Brasília, Ed. Sebrae, 1996.

SEBRAE/MT. Piscicultura, Edição: Sebrae, 1996.

REVISTA, Panorama da Aqüicultura. “Da teoria para prática, investir na tilápia é sempre um bom negócio”. Site: www.panoramadaaquicultura.com.br, Acesso em 15/02/2001.

Site da revista Panorama da Aquicultura http://www.panoramadaaquicultura.com.br

FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação: Manual Sobre Manejo de Reservatórios para a Produção de Peixes.

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