IAC Lança Três Novos Cultivares de Café Arábica

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O Instituto Agronômico (IAC) lançou três novas cultivares de café tipo arábica com alta produtividade, porte baixo e ótima qualidade da bebida. São elas a Tupi RN IAC 1669-13, Ouro Verde IAC H 5010-5 e Obatã Amarelo IAC 4739. Duas delas, a Tupi RN IAC 1669-13 e Obatã Amarelo IAC 4739, são resistentes à principal doença do café, a ferrugem, característica que pode reduzir até cerca de 10% a aplicação de defensivos agrícolas.

A cultivar Tupi RN IAC 1669-13 é ainda resistente ao nematóide Meloidogyne exigua, o que permite que seja plantada em regiões onde há problemas com o nematóide. O IAC terá ainda expostas outras duas cultivares de café já conhecidas pelos produtores, a Obatã IAC 1669-20 e a Catuaí Vermelho IAC 144.

As cinco cultivares têm produtividade média em torno de 40 a 60 sacas de café beneficiado em áreas irrigadas. Nas regiões não irrigadas suas produtividades variam entre 30 e 45 sacas por hectare.  A cultivar Obatã IAC 1669-20 teve produtividade média, no período de seis anos de colheita consecutivos de 37,5 sacas de café beneficiado.  Segundo o pesquisador do IAC, Oliveiro Guerreiro Filho, cerca de 75% do parque de café brasileiro são produzidos com o arábica. “Desse total, aproximadamente  45% são plantados com a cultivar Catuaí. Juntamente com a cultivar Mundo Novo, são os dois café arábica mais plantados no Brasil”, diz.
Desenvolvidas para terem porte baixo, as cultivares têm colheita facilitada o que diminui os custos com mão-de-obra necessária.. “Outra vantagem das cultivares de porte baixo e compacto é que as plantas podem ser cultivadas com maior densidade, pois o espaçamento entre elas é menor. Com isso pode-se plantar mais mudas em uma mesma área”, explica o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Outra característica importante das cultivares é a maturação dos frutos. Segundo o pesquisador do IAC, diferenças na maturação dos frutos são devidas às características genéticas das plantas e às condições ambientais. Guerreiro explica que um ranking pode ser feito com a maturação das cinco cultivares.

A Tupi RN IAC 1669-13 é a mais precoce de todas, seguidas da Catuaí Vermelho IAC 144 e Ouro Verde IAC H 5010-5, que têm maturação média e, por último, as Obatã Amarelo IAC 4739 e Obatã IAC 1669-20, que são de médias a tardias. “Com essa diferença de maturação, o produtor pode colher o café em períodos um pouco diferentes. Assim, é possível distribuir melhor a colheita e diminuir a quantidade de mão de obra empregada”, explica.

A qualidade das bebidas é outro ponto fundamental nas cultivares apresentadas pelo Instituto Agronômico na Feira. Se outro ranking fosse feito com as cultivares levadas pelo IAC, segundo Guerreiro, Ouro Verde IAC H 5010-5 ficaria na primeira posição, com qualidade de bebida considerada excelente. Logo atrás viria a Catuaí Vermelho IAC 44, considerada ótima e seriam seguidas pela Tupi RN IAC 1669-13, Obatã IAC 1669-20 e Obatã Amarelo IAC 4739, classificadas com boa qualidade de bebida. “São pequenas variações, mas todas elas são muito boas”, explica Guerreiro.
Três variedades são resistentes à principal doença do café, a ferrugem. Obatã IAC 1669-20, Obatã Amarelo IAC 4739 e Tupi RN IAC 1669-13 e podem dispensar a aplicação de defensivos agrícolas destinados ao controle químico da doença. “A pesar de variável, do custo total de produção, cerca de 15% se relaciona  ao controle fitossanitário. Reduzir o uso de defensivos é uma ótima contribuição para os produtores”, diz o pesquisador. Além disso, o uso de cultivares resistentes pode, em alguns casos, viabilizar o cultivo em regiões que o índice de incidência da doença é muito elevado.
No caso da Tupi RN IAC 1669-13, essa característica é ainda mais importante, já que é a cultivar é resistente também ao nematóide Meloidogyne exigua que reduz sensivelmente a produção de cultivares suscetíveis em determinadas regiões produtoras.As cinco cultivares de café desenvolvidas pelo IAC têm plantio recomendado para todas as regiões produtoras de café do Brasil.

Fonte:

Assessoria de Imprensa – IAC
19-2137-0613/ 2137-0616
Assessora de Imprensa: Carla Gomes (MTb 28156)  midiaiac@iac.sp.gov.br
Estagiárias: Fernanda Domiciano e Raquel Hatamoto

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