GO estuda ampliar uso do Porto de Paranaguá para escoar produção agrícola

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26/11/2013

O estado de Goiás está incentivando o uso do Porto de Paranaguá como rota alternativa para a exportação dos grãos produzidos na região. Durante esta segunda-feira (25.11), representantes do agronegócio da região de Rio Verde – uma das maiores produtoras de grãos no Brasil – se reuniram para discutir as rotas alternativas de escoamento da safra agrícola, durante o Fórum de Desenvolvimento Econômico Integrado do Setor Logístico.

De acordo com o secretário de indústria e comércio de Goiás, Alexandre Baldy, o governo de Goiás tem investido fortemente em infraestrutura e buscado soluções para baixar o custo das exportações de grãos, tornando os produtos produzidos na região mais competitivos. “Hoje, uma tonelada de grão produzida no Brasil chega aos portos 50 dólares mais cara do que uma tonelada de soja produzida nos Estados Unidos. O produto nem deixou o país e já perde competitividade. É por isso que estamos aqui hoje: buscar alternativas logísticas através de uma parceria com o Paraná e também discutindo a importância da construção da ferrovia para a nossa região”, disse o secretário.

Promovido pela Secretaria de Indústria e Comércio de Goiás e pela Secretaria de Indústria, Comércio e Meio Ambiente de Rio Verde, o evento foi realizado na sede da Associação Comercial de Rio Verde, região que, anualmente, produz cerca de um milhão de toneladas de grãos. O programa Porto no Campo, realizado pela Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná, integrou a programação do Fórum.

“Queremos estar mais próximos do setor produtivo do estado de Goiás, para entender as necessidades e demandas e, assim, melhorar as atividades dos portos paranaenses e atendermos melhor os nossos clientes”, disse o secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho.

Hoje, 10% da produção agrícola da região de Rio Verde sai por Paranaguá. “Nossa intenção é ampliar este percentual, tendo em vista que na última safra tivemos problemas grandes para escoar nossa produção. Os portos paranaenses seriam boas alternativas para nós solucionarmos esse gargalo. Atrelado a isso, existe, também, a possibilidade de criarmos um novo ramal da Ferroeste, que iria incrementar e muito o escoamento da nossa produção”, disse o secretário municipal de Indústria, Comércio e Meio Ambiente de Rio Verde, Rubens Leão de Lemos Barroso.

O superintendente dos portos do Paraná, Luiz Henrique Dividino, conversou com os presentes e lembrou os avanços logísticos conquistados em Paranaguá nos últimos anos. “Nós já conseguimos uma série de avanços. Por exemplo, para Paranaguá não temos mais filas de caminhão.  Tem uma condição melhor de descarga para o cliente e menores custos. No caso dos navios, nós vamos entrar com uma modelagem e sincronismo que deverão, inclusive, minimizar o efeito de espera para atracar navios. Tudo isso é feito para trazer ao produtor melhores condições de escoamento e, obviamente, melhores resultados a todos”, disse.

Ferrovia

Um dos focos de Goiás é implementar o escoamento de graneis através de ferrovias. O superintendente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bruno Rotta Junior, palestrou durante o Fórum e explicou os estudos que estão sendo feitos para a construção de uma ferrovia na região.

“O Paraná se mostra como mais um importante parceiro na questão da ferrovia, com a possibilidade de criarmos um novo ramal da Ferroeste, que iria incrementar e muito o escoamento da nossa produção.  Ele viria passando por Mineiro, Jataí e Rio Verde; faria conexão em Rio Verde e seguiria para Cascavel e a Norte/Sul seguiria para a Estrela do Oeste. Com isso, seríamos referência em logística no Estado de Goiás”, explicou Barroso.

João Vicente Bresolin Araújo, presidente da Ferroeste, apresentou o projeto do modelo operacional futuro da empresa, com a construção de uma nova ferrovia ligando Cascavel a Paranaguá. O novo traçado atenderá as principais regiões produtoras de grãos do Paraná, em especial as de soja e de milho. O ramal vai ampliar a velocidade média de transporte de carga, dos atuais 15 km/h para 65 km/h.

“Além do Paraná e do Mato Grosso do Sul, a construção do novo ramal ferroviário vai atender os estados do Mato Grosso e Goiás, além do Paraguai. No caso específico de Goiás, isso se dará através da ligação com a ferrovia Norte – Sul (FNS) ”, explicou Araújo.

Fonte: Agrolink