Fertilização com nitrogênio mitigaria mudança climática

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Myriams-Fotos (CC0), Pixabay

13/02/2019

A adoção do uso da fertilização com nitrogênio mitigaria os efeitos negativos das mudanças. climáticas. A partir dessa afirmação, Sebastián Saavedra Rincón, mestre em Engenharia Ambiental na sede da Universidade Nacional da Colômbia, comenta sobre a importância de aplicar as doses específicas de nitrogênio necessárias em cada área de manejo em vez de adubar com a mesma quantidade de toda a superfície dos solos cultivados.

“Fatores ambientais e práticas de manejo agrícola afetam a variabilidade das exigências de nitrogênio entre uma área de manejo e outra, mesmo no mesmo lote. No setor sucroalcooleiro, é possível encontrar aplicações desproporcionais que desconhecem essa variabilidade, aplicando até o dobro do necessário “, explica ele.

O especialista fala ainda que uma das consequências da aplicação de mais nitrogênio do que a planta pode aproveitar é que os excessos podem ser lixiviados, devido à alta solubilidade deste elemento, e atingir os córregos de água. Uma vez lá, causam crescimento exagerado e predomínio de certas espécies de plantas aquáticas, em detrimento do ecossistema.

Outra consequência da aplicação excessiva é a liberação de nitrogênio na atmosfera na forma de óxido de nitrogênio (N 2 O), um gás de efeito estufa cujo impacto é até 298 vezes mais prejudicial do que o do dióxido de carbono (CO 2), em termos de potencial de aquecimento global. “Nas áreas de manejo onde encontramos excesso de aplicação de nitrogênio, notamos que a fertilização por taxa variável reduziria pelo menos 75% dos excessos. A aplicação deste método de fertilização pode impedir que as culturas de cana se tornem grandes fontes de contaminação difusa devido ao nitrogênio potencialmente livre”, comenta.

 

Fonte: Agrolink