Falta capacitar e conscientizar agricultor sobre “área de refúgio”

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05/08/2014

O professor Renato Levien, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) avalia como “algo positivo” a obrigatoriedade da utilização da “área de refúgio”. Ele comentou com exclusividade ao Portal Agrolink a proposta da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que na semana passada sugeriu essa imposição como forma de comprovar a eficiência das sementes transgênicas vendidas no Brasil na resistência a insetos e pragas.

“Porém, o investimento em capacitação e conscientização do agricultor não pode ser ignorado. Hoje, já é bastante recomendado que todos os produtores utilizem a técnica, porém poucos a colocam em prática, principalmente por falta de conhecimento sobre suas vantagens e aplicabilidade, mesmo não necessitando de grandes investimentos e de alteração no processo produtivo”, ressalta o especialista.

“A técnica faz parte de um conjunto de medidas do manejo integrado de pragas e visa reduzir a probabilidade de que insetos-alvo possam desenvolver resistência (manejo de resistência de insetos) e, com isso, aumentar o tempo de uso da tecnologia Bt. Porém, é importante que seja aplicada em toda a região de cultivo e não apenas na lavoura de um único agricultor, bem como no percentual de área recomendado, pois a praga pode migrar de uma área de plantio para a outra”, explica Levien.

“Por isso, é importante que a Aprosoja se atente à importância de realizar um amplo programa de conscientização entre toda a comunidade produtora”, conclui o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que também é coordenador do Prêmio Gerdau Melhores da Terra.

Fonte: Agrolink
Autor: Leonardo Gottems