Embriões de caprino e ovino da África ampliarão genética do rebanho da PB

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Embriões serão alvo de pesquisa cujo resultado final redundará em animais de elevado padrão que serão repassados para os criadores paraibanos

José Nunes
repórter

O Governo da Paraíba começa a concretizar a meta de recuperar os rebanhos de caprinos e ovinos, e ampliar o banco genético com quatro raças específicas para a produção de leite e de carne, com o regresso da comissão de pesquisadores da África do Sul, onde visitaram 10 fazendas e percorreram nove mil quilômetros. A estratégia engloba a importação de dois mil embriões, em duas remessas, já no primeiro semestre e, no final de 2010, os criadores estejam sendo contemplados com os produtos das pesquisas.

Segundo o pesquisador Wandrick Hauss de Souza que foi ao país africano, informou que o governador do Estado, ao assumir o Governo no mês de fevereiro deste ano, determinou ao secretário do Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca, Ruy Bezerra Cavalcanti, que planejasse a retomada do programa de fortalecimento da caprinocultura na Paraíba, que estava sem nenhum investimento. Coube ao presidente da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária (Emepa), José Costa, definir imediatamente o projeto com essa finalidade.

O cronograma da chegada destes embriões, segundo Wandrick Hauss, vencidas as exigências operacionais e sanitárias, é de que no mês de junho chegue o primeiro lote e o restante entre setembro ou outubro. Os trabalhos de inseminação serão realizados na Estação Experimental de Pendência, no município de Soledade.

Como parte do processo de retomada do crescimento da cadeia produtiva da caprinocultura já existem dois projetos de repasses de recursos aprovados, sendo um do governo federal, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), que garantem a importação de dois mil embriões, sendo de animais destinados a produção de carne e para o aumento da produção da bacia leiteira.

Prioridade será dada para a pecuária leiteira

“A importação dos embriões vai fortalecer a genética de caprinos e ovinos da Paraíba, retomando o programa que foi encerrado ao final do segundo mandato do governador do Estado”, afirmou Wandrick Hauss. Ele explicou que dois técnicos da Emepa foram até a África para selecionar e cadastrar as matrizes e reprodutores que serão doados dos embriões que serão adquiridos pelo Governo da Paraíba.

Ao contrário das duas importações anteriores, agora estão sendo importados embriões especificamente para melhorar o rebanho leiteiro, de excelente qualidade, das raças caprinas de corte Boer, Savana e de leite Alpina Britânica e Saanen. Além de ovinos das raças Dorper e Damara. “Fora inspecionados mais de dois mil e 500 animais, e a partir daí selecionados o banco de dados com 780 doadoras e 32 reprodutores de alto valor genético, animais que nunca tinham sido disponibilizados para o Brasil”, explicou.

Segundo Wandrick, o acesso a estes animais está sendo possível graças ao bom relacionamento que a Emepa tem com criadores sul-africanos, todos firmando compromissos de disponibilizar os melhores animais deles para produzir estes embriões. “Foi uma viagem bastante proveitosa, porque além destes contatos principalmente porque permitiu a visitação a frigoríficos, dando oportunidade de conhecer a sua gestão”, informou.

Como parte do programa de recuperação da caprinocultura, o governo estimular a instalação de dois frigoríficos, com a participação do Sebrae-PB, mas ainda está precisando de uma definição de sua gestão administrativa. “A decisão é que, com o incremento deste programa, seja possível ter suporte para atender a demanda dos frigoríficos e no fornecimento de leite, já que existe uma proposta de que o governo adquira 30 mil litros de cabra diários”, comentou.

A Paraíba ainda é um Estado carente de um plantel que possa pelo menos atender ao mercado interno. Parte da carne aqui consumida vem de outros estados. Mesmo tendo um potencial para aumentar seu rebanho, e primeiro passo está sendo a melhoria genética, pois existe um plantel de 1 milhão de animais.

O primeiro lote de embriões deve chegar no final do primeiro semestre de 2010, que serão implantados em matrizes previamente selecionadas e, depois na época apropriada chegarão aos criadores. Uma parte também vai ser duplicada no laboratório de reprodução para uma ação continuada deste programa.

O pesquisador explicou que a segunda importação de embriões vai se destinar mais às associações de criadores que, em forma de comodato, vão receber os animais com acompanhamento da Emepa, de modo que esta genética chegue a todos os recantos da Paraíba. “E todos tenham um bom proveito deste material. Será uma gestão compartilhada. Todos estarão envolvidos para que esta genética não saia de imediato da Paraíba, mas contemple os produtores paraibanos”, comentou.

O olhar também se volta para a consolidação da implantação e funcionamento de dois frigoríficos na Paraíba, sendo um do setor privado e outros construídos com recursos públicos, que devem ser inaugurados em 3020, para seu perfeito funcionamento é preciso contar com produtos para seu abastecimento.

Fonte: http://www.auniao.pb.gov.br/v2/index.php?option=com_content&task=view&id=31805&Itemid=74

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