Domine a técnica do jato

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O “dentro da porteira” constitui o elo mais oprimido dos sistemas agroindustriais, pois atua recebendo preço tanto na compra dos insumos como na venda das commodities agrícolas. Assim sendo é fundamental que o produtor rural invista seus recursos de modo eficiente, visando conduzir sua lavoura à colheita de bons resultados técnicos e financeiros.

O controle fitossanitário de soja em plantio direto envolve custos da ordem de 25% do custo final de produção; em algodão aproximadamente 30%; já em citros esses custos podem ultrapassar os 50%. Mediante a análise desses dados, o gerenciamento detalhado desse importante integrante do sistema produtivo de alimentos e biomassa deve ser objetivo de todos que buscam sobreviver, no cada vez mais competitivo mercado agropecuário.

Com a regulagem eficaz do conjunto de pulverização, é possível aumentar o intervalo entre aplicações, reduzindo o número final de aplicações realizados numa safra. Ganha-se economia de defensivos, conjunto mecânico e mão de obra dentre outros. Soma-se a essa economia os ganhos decorrentes da maximização da quantidade e qualidade dos grãos, fibras e frutos.

Cuidados na aplicação

A dosagem a ser aplicada deve obedecer àquela indicada pelo fabricante do defensivo. Caso contrário ocorrerá um dos seguintes problemas: superdosagem, que causa aumento injustificável dos custos e contaminação ambiental, ou subdosagem, que gera a necessidade de reaplicação (igual a aumento do custo de produção) e a perda de produtividade e qualidade, decorrente do atraso no controle das doenças, pragas e plantas daninhas presentes na cultura. Tal precisão na aplicação será resultado de uma correta regulagem dos equipamentos envolvidos na distribuição dos defensivos no campo, além de um controle rigoroso das demais variáveis envolvidas nesse processo.

Deve-se evitar a aplicação de defensivos sob condições climáticas desfavoráveis, como ventos superiores a 10 km/h, pois tal prática gera o efeito deriva, que é o arrastamento desordenado de uma parcela das gotas pulverizadas para atmosfera. Também não aplicar quando a umidade relativa do ar for inferior a 60%, pois isso causa a volatilização das gotas de menor tamanho antes que atinjam seus alvos. Nesse sentido, vale lembrar que quanto maior for a pressão de trabalho do equipamento, menores e mais leves serão as gotas pulverizadas.

Há tendências emergentes no mercado agrícola com relação à aplicação de defensivos. A redução no volume de calda tem sido utilizada visando aumentar a eficiência operacional da operação, pois há menor necessidade de paradas para reabastecimento, além de reduzir o risco de contaminação do operador no momento do preparo da calda. Outra tendência é a utilização de equipamentos com maior rendimento diário (50 hectares) para as médias propriedades, bem como pulverizadores automotrizes para as grandes plantações, que atingem a excelente média de 200 hectares/dia. Tais equipamentos têm gerado uma redução considerável no custo de aplicação por hectare, auxiliando na saúde financeira da lavoura.

Novas tecnologias

Inovações tecnológicas têm sido incorporadas aos modernos equipamentos com a finalidade de reduzir as variáveis de difícil controle no momento da aplicação. Variáveis como velocidade de trabalho e volume pulverizado oscilam constantemente durante a aplicação, gerando desuniformidade na distribuição.

Ao longo de seus 50 anos, a Jacto tem buscado através de seus produtos e serviços de pós-venda atender às necessidades e desejos de seus parceiros do campo. Lançando produtos que agregam valor aos seus clientes (conforto e segurança do operador, economia de agroquímicos, uniformidade de aplicação, alta produção com baixo custo operacional, elevada durabilidade do equipamento e preservação do meio ambiente) a Jacto tem auxiliado no desenvolvimento da nobre arte de produzir alimentos para sobrevivência do mundo.

A partir de novas tecnologias, germinaram acessórios como:

Sensor Flow – sistema que utiliza sensores de plantas que alimentam um computador onde é realizado o processamento das informações, acionando a abertura das eletroválvulas de acordo com a presença de plantas, interrompendo a pulverização nas falhas presentes no pomar. Gera economia de até 30% nas despesas com controle fitossanitário na cultura de citros.

JSC 4.000 – sistema eletrônico para controle de pulverização que permite ao operador programar e alterar o volume de pulverização a ser aplicado.

Planejamento e Controle

Mas como realizar uma boa regulagem do equipamento? Infelizmente não existe uma única resposta, de modo específico. Cada pulverização deve ser atendida individualmente, adequando-se o tipo de bico (jato plano x cone x defletor), sua vazão (litros/minuto), pressão de trabalho (lbf/pol2), velocidade de deslocamento (km/h) e volume de pulverização desejado (litros/ha).

A finalidade dos cálculos abaixo é possibilitar o planejamento e controle da das pulverizações.

Uma maneira simples de calcular esse volume de pulverização em litros/ha (Q) é através da fórmula: Q = (q x 600)/(v x f) onde:
q – vazão de cada bico (em litros/minuto);
v – velocidade de trabalho (em km/h) e
f – espaçamento entre bicos na barra (em metros).

Por exemplo: se q=0,4 l/min, v=6  km/h e f=0,5 m; logo Q=80,00  litros/hectare.

Para o cálculo do tempo de abastecimento (Ab) em minutos, utiliza-se a fórmula: Ab = 2 x Td + Tp + Te + Tm, onde Td – tempo de deslocamento até o local de abastecimento (em minutos), Tp – tempo de preparo do pulverizador para abastecimento (em minutos), Te – tempo de enchimento do tanque (em minutos) e Tm – tempo de mistura da calda (em minutos).

Por exemplo: se Td=6  min,Tp=5 min, Te=8 min e Tm=5 min; logo Ab=30  minutos.

Quanto ao cálculo da eficiência operacional (E), pela fórmula E = TRp / Tc, onde TRp – tempo real de pulverização (em minutos) e Tc – tempo total do pulverizador no local de trabalho (em minutos).

Por exemplo: se TRp=336 min (=5,6 horas) e Tc=480 min (=6 horas); logo E=0,7 (=70% eficiência).

Assim, pode-se calcular a produção do equipamento em hectares/dia (P). A partir da fórmula: P = (T x B x J x E) / Q x (T +( Ab x B)), onde T – capacidade do tanque (em litros), B – vazão total da barra em litros/minuto(onde B = vazão de cada bico x nº bicos), J – jornada de trabalho (em minutos), Q – volume de pulverização (em litros/ha), Ab – tempo gasto em abastecimento (em minutos) e E – fator que indica eficiência operacional.

Por exemplo: se T=800 litros, B=11,6 litros/min, J=480 min, Q=80 litros/ha, Ab=30 min e E=0,7; logo P=33,95 ha/dia.

Rogério S. Dias
Jacto

Fonte: http://www.grupocultivar.com.br/artigos/artigo.asp?id=41

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