Desperdício de peixes agrava situação

0
23

 

A falta de câmaras frigoríficas foi uma das principais reclamações dos mais de 90 dirigentes das colônias de pescadores reunidos ontem no Núcleo de Atendimento do Cidadão no Educandos.  O encontro que visava as dificuldades ambientais encontradas com seca, ganhou rumo administrativo.  Os dirigentes de 56 colônias do Amazonas e Roraima informaram que, além dos peixes perdidos com a seca, pelo menos dez toneladas são desperdiçadas mensalmente no Amazonas, por falta de armazenamento.

O presidente da Federação das Associações de Pescadores do Amazonas e Roraima (Fepesca), Walzenir Falcão, informou que pelo menos 13 frigoríficos já foram recuperados nos municípios pelo governo do Estado, mas ainda não foram entregues às colônias.

“Estamos tendo sérios desperdícios por falta dessas câmaras, que chegam a totalizar dez toneladas por mês.  Infelizmente, nossos pescadores ainda não foram informados qual o motivo de tanta demora na entrega dos frigoríficos”, lamentou.

O secretário da Secretaria Estadual de Produção Rural (Sepror), José Maia, respondeu que a entrega às colônias ainda não aconteceu, em virtude de discussões para definir quem será o responsável pela administração dos frigoríficos.  “Todos têm interesse em administrar as colônias, o que inclui prefeitos, Fepesca e empresários.  Precisamos refletir sobre o teor das propostas para não fazer injustiças”, explicou.  Maia afirmou também que algumas câmaras já foram entregues, mas não soube quantificar ou informar quais os municípios beneficiados.
Renda familiar

Para o armador e dirigente da colônia Z-2, localizada em Manaus, José Álvaro Pedrosa, 61, a demora na definição contribui para o aumento no número de pescadores sem renda familiar.  “Os pescadores estão ficando sem renda para sustentar suas famílias.  A sobra do pescado encontrado nos grandes rios apodrece.  Com a seca, os peixes dos lagos acabam morrendo.  Os pescadores não têm para onde correr”, comentou.

José Maia adiantou também que o governo do Estado estará criando o Conselho Estadual de Pesca para acompanhar a produção pesqueira pós-vazante, além de prestar serviços técnicos de auxílio aos pescadores.  “O conselho será formado por engenheiros de pesca, disponibilizados pelo Estado e representantes dos pescadores.  Queremos unir a teoria com a experiência para que a longa estiagem que tivemos não reflita no abastecimento”, concluiu.

Fonte: http://www.amazonia.org.br/noticias/print.cfm?id=184661

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here