Defensivos agrícolas na citricultura

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Em 2009 houve aumento de 7,7% no volume de vendas de defensivos agrícolas em relação ao ano anterior, totalizando 725.577 toneladas de produto comercial, o equivalente à comercialização de 335.816 toneladas de ingrediente ativo. Desse total, 4,2% das vendas de produtos comerciais, o equivalente a 5,7% dos ingredientes ativos, foram consumidos pela citricultura, movimentando um total de R$ 201 milhões (Gráfico 23). De 2008 para 2009 o setor reduziu o consumo de defensivos em pouco

mais de 20%.

Das classes de defensivos, a citricultura se destaca no consumo de acaricidas (que representou 1,7% do faturamento do setor de defensivos em 2009), sendo responsável por 88% do valor comercializado em 2009. Do total de ingrediente ativo consumido pela citricultura, os acaricidas participaram com 39%, seguido pelos inseticidas foliares com 29% e pelos fungicidas de aplicação foliar com 14%. Essas três classes representaram 55% dos gastos com defensivos no setor. A maior pressão do greening e do CVC tem aumentado exponencialmente o consumo de inseticidas na citricultura, de 2003 até os dias atuais houve um crescimento de cerca de 600%.

Em 2009, a citricultura foi a segunda cultura mais intensiva em uso de defensivos.

Foram aplicados 17,5 kg/ha de ingrediente ativo, sendo 6,8 kg/ha referentes a acaricidas e 5,1 kg/ha referentes a inseticidas. O primeiro lugar ficou com o algodão (27,1 kg/ha) e o terceiro com a soja (7,6 kg/ha).

A expectativa do setor é de que em 2010 o volume de vendas de defensivos agrícolas supere em 10% o realizado em 2009. Para a citricultura, a perspectiva para a safra 2010/11 é de aumento no consumo, em função da melhora na relação de troca e dos preços mais atrativos para a laranja e para o suco de laranja no mercado internacional.

Fonte: http://www.citrusbr.com.br/download/Retrato_Citricultura_Brasileira_Marcos_Fava.pdf

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