Custo de produção se torna desafio

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Um grande desafio para o caprinocultor brasileiro é a preocupação com seus custos de produção que ainda é objeto de estudo e preocupação por parte de alguns, uma vez que rebanhos estabilizados e em crescimento possuem custos diferenciados, conseqüentemente aumentando o custo por litro de leite produzido. Na região Sudeste, este custo encontra-se em torno de R$ 0,60 a R$ 0,95, enquanto que no Nordeste gira em cerca de R$ 0,50 a R$ 0,70, isto pode ser percebido através da incorporação de tecnologias e o nível de alimentação ou seja há predisposição de gastos com rações comerciais e outras fontes de alimentos não produzidos na propriedade.

As carnes caprinas e ovinas sobressaem-se já algum tempo como uma grande opção dentre as carnes vermelhas, seja por seu valor nutricional ou por suas características organolépticas.

Dados do Banco do Nordeste evidenciam que a produção de peles, de aceitação nacional e internacional, tem correspondido cerca de 20% do valor atribuído à carcaça, instituindo geração de renda para o criador e para o país. Neste produto, o Nordeste se sobressai sobre as demais regiões, pois são mais valorizados no mercado pela maior elasticidade, resistência e textura apresentadas, prestando-se, assim, para um maior número de produtos nas indústrias de vestuário e de calçados.

Apesar do reconhecimento de sua qualidade, as peles sofrem grandes depreciações na comercialização, devido aos altos índices de defeitos que são decorrentes de condições inadequadas do sistema de produção adotado, bem como nas fases de abate, conservação e armazenamento. Tais defeitos desclassificam 40% das peles processadas.

Analisando-se o sistema agroindustrial da caprinocultura no Brasil, bem como seus principais estrangulamentos tecnológicos nos seus diversos segmentos, na pesquisa foi observado o distanciamento entre algumas instituições e os órgãos representativos dos caprinocultores.

Técnicas incrementam eficiência produtiva

Nos últimos anos, foi gerada uma série de técnicas que incrementaram a eficiência produtiva dos rebanhos destas espécies e melhoraram as condições de trabalho, facilitando o manejo.

Independentemente do sistema de criação e do objetivo da exploração, a caprino-ovinocultura encontra-se em intenso crescimento e deverá contribuir de forma significativa para o desenvolvimento socio-econômico do País. Portanto, esta atividade pecuária deve ser racionalmente explorada, dentre outras técnicas de manejo, também, em função do monitoramento reprodutivo por assumir um importante papel na tríade que dá sustentáculo à exploração zootécnica (sanidade-nutrição-reprodução).

Levando em consideração que as principais falhas reprodutivas consistem em óbito da gestante e a expectativa da prenhez de fêmeas que exibem um falso quadro de gestação, faz-se necessário implementar um tipo de diagnóstico eficiente que minimize os prejuízos na produtividade do rebanho.
A justificativa de um diagnóstico precoce de prenhez é aconselhada quando se quer, em um primeiro plano, diferenciar fêmeas vazias de prenhas na seleção de animais, o qual antige alvos secundários nos quais incluem-se a valorização na comercialização, permite agilizar provas de fertilidade em plantéis de seleção; facilita a sincronização de cios; direciona o manejo nutricional adequado segundo as categorias próprias do estado fisiológico das fêmeas; evita o abate de fêmeas prenhas; controla a estação reprodutiva ou de monta; identifica a idade reprodutiva média do rebanho e, em regiões onde há estacionalidade, adianta o período reprodutivo.
Concluindo, a atividade cresce a olhos nus porém, de forma desordenada, mesmo que com todos os gargalos já identificados e por assim ser faz-se necessário: O envolvimento assíduo de todos os elos da cadeia produtiva; organização dos setores produtivos e consumidores; combate a cartelização; descoberta de novos nichos de mercados; conservação, multiplicação e seleção de raças autóctonas; normatização sanitária e fiscal; qualificação de mão de obra; especificação de insumos; desenvolvimento de pesquisas que busquem alternativas alimentares; entre outras que envolvam as demandas enumeradas pelos produtores.
A matéria foi elaborada por Dimas Assis Bandeira, que é médico veterinário da Emepa-PB e doutorando em Ciência Veterinária da UFRPE

Fonte: http://www.cordeirobrasileiro.com.br/boletim4.htm

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