Custo de produção do milho e da soja para 2010

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Com objetivo de auxiliar na tomada de decisões e planejamento da próxima safrinha, a Fundação MS realizou um levantamento dos preços dos insumos e serviços que envolvem a produção do Milho Safrinha Convencional e Bt para 2010, baseado na média das tecnologias utilizadas pela Fundação MS e dos preços com vencimentos à vista praticados na região de Maracaju/MS no mês dezembro de 2009.

Na Tabela 9.1 estão apresentados os componentes deste levantamento, bem como os custos por hectares em -1 -1 moeda corrente (R$.ha ), em sacos por hectares (sc.ha ) e porcentagem de participação no custo total (% Partic.) comparando-se o milho safrinha convencional com milho safrinha Bt.

 

 

Conforme observado da Tabela 9.1, as despesas com operações agrícolas, insumos e colheita/pós-colheita representam 7,6%, 62,75% e 29,66% respectivamente do custeio total do milho safrinha convencional para 2010, enquanto que estas mesmas despesas (operações agrícolas, insumos e colheita/pós-colheita) representam respectivamente 6,15%, 64,46% e 29,38% do custeio total do milho safrinha Bt para 2010. Ainda comparando-se as duas tecnologias e sabendo-se que há uma redução significativa no uso de inseticidas e de operações agrícolas em milho Bt, verifica-se que esta economia é descompensada pelo maior preço de suas sementes, fazendo com que ambos os custos sejam semelhantes: de R$ 907,39 para o milho safrinha convencional e R$ 915,91 para o milho safrinha Bt, uma diferença de 1% do custeio total.

Ocasionalmente existe a necessidade de se realizar uma aplicação de inseticida foliar em milho Bt, como em situações de forte pressão de lagartas. Neste caso, pode-se considerar um acréscimo de R$ 19,32 por hectare nestes custos, que totalizam R$ 935,22 por hectare em milho safrinha com tecnologia Bt, representando uma diferença de 3% comparativamente ao milho safrinha convencional.

Diante disto, percebe-se que simplesmente o custo final da tecnologia Bt, considerando a economia com inseticidas e operações agrícolas e o próprio custo da semente, não deve ser o principal fator para a escolha de híbridos convencionais ou Bt. Deve-se considerar os benefícios e resultados que a tecnologia pode promover, além de que um custo de produção envolve diferentes variáveis que podem sofrer maior influência ou variação que a verificada nesta comparação, como por exemplo, uma época de plantio mais recomendada, uma adubação equilibrada, o ambiente de produção, o preço de vendas dos grãos e outros fatores podem produzir melhores resultados e consequentemente diluir os custos inerentes do sistemas produtivo.

É importante saber que cada sistema produtivo tem seu custo de produção individual, e para um levantamento mais efetivo, consideram-se também as despesas de energia elétrica, correção do solo, instalações, benfeitorias, equipamentos, pró-labore do proprietário, frota e transporte; as despesas financeiras como impostos, juros, assessórios contratuais, cartórios e certidões; e os serviços: análise de solo, assistência técnica, dentre outras.

Fonte: http://www.agron.com.br/midia/40/40/custo-de-producao-do-milho-safrinha-2010.pdf

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