Cultivo e extração do látex

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2009

O manejo adequado do seringal, com a aplicação de técnicas apuradas no momento da abertura do painel na árvore e toda vez que for feita a sangria do látex, é fundamental para a produtividade e longevidade das seringueiras. As técnicas de extração desenvolvidas no Estado de São Paulo levam em conta os cuidados exigidos pela fina espessura da casca do tronco das espécies aqui utilizadas – muito diferente das árvores nativas da região amazônica.

 

A quantidade ideal é de 1.200 árvores por alqueire, o que permite o espaçamento correto. A partir do sexto ano de sangria, a produtividade média de uma árvore saudável é de 10 quilos de látex por ano. A vida útil de uma seringueira manejada com bons critérios é de 40 a 50 anos.

 

A extração somente deve ser iniciada quando o tronco da árvore atingir 45cm de circunferência a 1m30 do solo. Os seringueiros chamam de abertura de painel a marcação de dois sulcos perpendiculares (geratriz superior e geratriz inferior), que orientam a colocação da bandeira – instrumento que mede em 37 graus a inclinação da área para a sangria. Essa é a inclinação ideal para permitir que o látex desça suavemente, sem escorrimentos.

 

A casca da seringueira deve ser removida com o auxílio de uma ferramenta chamada paquímetro. Ele mede a espessura da casca da árvore, impedindo que sua remoção ofenda os vasos lactíferos, normalmente localizados a 6 milímetros da superfície.

 

Depois disso, entram em ação a faca de sangria e a habilidade do seringueiro, cuja tarefa consiste em fazer o sulco sem provocar ferimentos no tronco da árvore. É quando o látex começa a escorrer para a bica, de onde pinga para a cuia, localizada alguns centímetros abaixo. A faca de sangria é higienizada antes de utilizada em nova árvore, para evitar a transmissão de fungos e bactérias.

 

A entressafra da seringueira ocorre normalmente entre os meses de junho e agosto, numa duração aproximada de 60 dias. É quando ocorre a perda total das folhas e todo o processo de recomposição da folhagem.

 

Durante a florada de setembro, os seringais normalmente atraem abelhas, que são muito úteis na polinização das plantas, aumentando sua resistência a pragas. Outra característica marcante dos seringais é sua grande harmonização e convivência com os pássaros, o que praticamente inexiste, por exemplo, nas culturas de eucalipto.

 

Fonte: http://www.ecologicalatex.com.br/?link=portugues/cex_manej.php

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