Cuidados com o carneiro – Exame andrológico

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Os animais devem ser observados quanto a características que predisponham a ocorrência de miíases ou casos severos de parasitismos que possam reduzir o interesse do carneiro pelas fêmeas.

O exame clínico do sistema genital dos carneiros é o principal componente do exame andrológico, para identificar animais que devem ser descartados como reprodutores. Quando as alterações são graves, com apenas uma avaliação o diagnóstico pode ser definitivo, quando as alterações são menos evidentes elas deverão ser acompanhadas dos demais testes que compõe o exame andrológico, podendo ser realizado novo exame após determinado tempo.

Um teste complementar importante é a investigação da libido e da habilidade de monta dos carneiros. A investigação da função testicular se dá através da avaliação do sêmen

Recomendações para a obtenção de bons resultados com o manejo reprodutivo dos carneiros

 Proporcionar boa nutrição aos carneiros durante todo o ano a base de pasto verde e, quando necessário, suplementar com aveia em grão de 6 a 8 semanas antes do acasalamento (com até 1% do peso vivo);

  • Promover controle adequado de verminoses;
  • Garantir bem estar aos carneiros durante todo o ano, evitando assim fatores predisponentes ou desencadeantes de degenerações testiculares, como por exemplo, extremos de temperatura;
  • Deverão ser usados 1,5 – 3,0% de carneiros para reprodução em  monta natural, dependendo da capacidade reprodutiva de cada animal;
  • Antes da comercialização os carneiros deverão ser submetidos ao exame andrológico, que avaliará os principais indicadores de fertilidade potencial dos animais.

 O primeiro aspecto que deve ser considerado é o histórico de cada animal. A segunda etapa consiste no exame geral, onde são observados boca (dentição), aprumos e cascos, especialmente em animais que irão trabalhar em monta natural

É importante lembrar que as avaliações deverão ser efetuadas 2 meses antes da reprodução, período de tempo suficiente para total recuperação de animais com degeneração testicular.

Fonte: – EMBRAPA PECUÁRIA SUL BAGÉ/RS, REVISTA OVINOS.

site: http://www.uniovinos.unipampa.edu.br

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