Criação de caprinos a pasto reduz 50% dos custos de produção

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Pesquisa conduzida pela Unesp verifica vantagens e desvantagens entre confinamento e pastejo

Nivea Schunk
22/01/2010

A pesquisa comparativa entre os sistemas de produção de caprinos de leite e carne em pasto e confinamento, conduzida pelo professor Heraldo César Gonçalves, da Faculdade de Medicina, Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) concluiu que a manutenção dos animais soltos pode reduzir os custos do produtor em mais da metade.

Mesmo com a garantia do aumento produtivo de 60% no sistema intensivo, é preciso  considerar que os gastos com alimentação do rebanho correspondem a maior a parte das despesas na caprinocultura. Objeto da tese de doutorado da zootecnista Luciana Rodrigues, as conclusões do trabalho podem auxiliar os produtores a discernir sobre o melhor modo de criação, contemplando os pontos positivos e negativos de ambos.

O objetivo científico do estudo era conhecer o potencial dos cruzamentos entre os grupos raciais, a utilização do método de pastejo de lotação rotacionada na produção e composição do leite de cabra, além do desempenho e características de carcaça e da carne dos cabritos.

Os experimentos foram realizados na Fazenda Lageado, em Botucatu, São Paulo, numa área de 0,7 hectares divididos em dez piquetes com acesso a sombra. Foram 30 cabras da raça alpina e 30 cabras mestiças (boer e alpina), testadas em pasto tanto em regime de suplementação concentrada quanto de suplementação apenas mineral. Com relação à carne, observamos 78 cabritos das raças alpina, boer, angunubiana e mestiços separados em dois sistemas de terminação — explica Luciana.

Os resultados revelaram que para obter mais leite e maior persistência de lactação, as cabras alpinas devem receber alimentação concentrada. Já as mestiças alcançam produção semelhante e dispensam o tratamento diferenciado. O desempenho dos cabritos foi satisfatório e semelhante entre os grupos

A média de ganho de peso dos machos ficou em torno de 93 gramas por dia. O rendimento de carcaça em pasto apresentou uma média de 43a 44% e maior porcentagem de corte em relação aos animais confinados. —  revela.

Outro aspecto importante é que a carne dos animais em sistema de pastejo apresenta menor porcentagem de gordura e maiores quantidades de ácidos graxos poliinsaturados, de grande importância para a saúde humana.

Fonte:

http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=21111&secao=Pacotes%20Tecnol%F3gicos

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