Controle de Verminose

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A verminose é a principal doença que afeta a ovinocultura do país, está diretamente ligada com a baixa produtividade do rebanho ovino e causam muitos prejuízos econômicos aos produtores do setor. Devido a erros de manejo, subnutrição e pela falta de monitoramento através de exames.

A verminose é a principal doença que afeta a ovinocultura do país, está diretamente ligada com a baixa produtividade do rebanho ovino (Alves, 2004) e causam muitos prejuízos econômicos aos produtores do setor. Devido a erros de manejo, subnutrição e pela falta de monitoramento através de exames parasitários (OPG).

 As principais parasitoses do rebanho ovino são a hemoncose (Haemonchus contortus) e a trichostrongilose (Trichostrongylus axei), que se localizam no abomaso; Trichostrongylus colubriformis, Strongyloides papillosus, Cooperia punctata, Cooperia pectinata e Bunostomum trigonocephalum, que parasitam o intestino delgado; e Oesophagostomum colubianum, Trichuris ovis, Trichuris globulosa e Skrjabinema sp que vivem no intestino grosso do animal (Vieira, 2003).

As principais manifestações dessas parasitoses são: 

  • perda de peso e apetite;
  • diarréia;
  • anemia e papeira;
  • desidratação;
  • morte.

A hemoncose causa maiores surtos nos meses da primavera, verão e outono conforme as chuvas. Entretanto, segundo (Bowman et al., 2003)  vale ressaltar que menos de 5% dos vermes estão no interior do animal,portanto, mais de 95% encontram-se no ambiente na forma de ovos e larvas.

 Dicas para evitar a infestação parasitária
  • Realizar exames parasitários (OPG – contagem de ovos por grama de fezes) periodicamente em seu rebanho 
    • Deverá ser coletado as fezes de 10% dos animais do rebanho e por categoria (ovelhas, borregas, cordeiros).Dar preferência aos animais de pior aparência para realizar a coleta.
    • As amostras das fezes deverão ser colhidas diretamente do reto, inserindo o dedo no ânus do animal (sempre com o uso de luvas) com cuidado remove-se o bolo fecal, que deve ser embalado individualmente e por categoria, resfriado e enviado ao laboratório.
    • Realizar novamente o exame 7 dias após a aplicação do vermífugo 
  • De preferência pesar os animais individualmente para evitar a subdosagem ou a hiperdosagem na aplicação do vermífugo, a fim de evitar a resistência parasitária aos anti-helmínticos (RPAH)
  • Verificar a precisão da dosagem em sua pistola dosificadora
  • Realizar jejum pré-dosagem, a fim de maximizar o uso do anti-helmíntico. E logo após a dosagem manter o rebanho preso para os animais defecarem as fezes contaminadas na mangueira e não introduzi-las novamente em sua pastagem e/ou campo nativo
  • Considerar os princípios ativos dos vermífugos e não os nomes comerciais
  • Verificar as instruções de uso, indicações, vias de aplicação, período de carência e a validade do produto
  • Evitar o uso de coquetéis de vermífugos
  • Assegurar-se que o animal tome toda a dose
  • Realizar todo o processo com o mínimo possível de estress para os animais, evitar o uso de gritos e cachorros.

 

Fonte:

http://www.uniovinos.unipampa.edu.br/index.php?option=com_content&view=article&id=28:alerta-sobre-o-controle-da-verminose&catid=14:artigos&Itemid=32

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