Com peso acima da média, bezerros da raça Blonel são destaques em qualidade de carne

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Veja como a rusticidade e precocidade do gado sintético vem impressionando pecuaristas em todo o Brasil

 

Uma pata na França e outra no Brasil. O gado blonel traz em sua genética toda a rusticidade do zebuíno nelore e a qualidade de carne conhecida mundialmente pela raça Blonde D’Aquitaine. Essa combinação tem dado muito certo e já atingiu praticamente todo o país.

Com berço na exigente tradição gourmet francesa, a raça sintética blonel foi desenvolvida no município de Pedreira, no interior paulista, há exatos 22 anos. A intenção de Eduardo Rocha Leão ao fundar a linhagem era abastecer o mercado de carnes para o dia a dia. Segundo ele, 85% do consumo nacional é voltado para cortes sem excesso de gordura e mais macios, que são justamente as características da raça.

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Com foco no Blonel, o Giro do Boi exibiu mais um episódio do especial Raças Bovinas. A série avalia os pontos positivos e negativos de cada raça, além de fazer um balanço dentro do mercado pecuário.

Nesta quinta, 13, o fundador e presidente da Associação Brasileira de Blonel, Eduardo Rocha, conversou com o apresentador Mauro Ortega para explicar um pouco mais sobre essa linhagem que vem crescendo tanto em todo o país.

Rocha aponta que a superação dos resultados obtidos inclusive sobre suas próprias raças-base se fundamenta no fenômeno científico da “heterose”. Dessa forma, as principais habilidades das duas “raças-mães” são cada vez mais notáveis no gado.

– Conseguimos fixar as qualidades máximas de rusticidade com as qualidades frigoríficas do Blonde. A precocidade e conversão alimentar advindas da raça francesa e a rusticidade e adaptabilidade do Nelore são garantidos – afirma Rocha.

Ainda segundo o presidente da Associação, a raça chega a desmamar bezerros com peso acima da média geral. Para esse resultado, a seleção feita através de touros provados em progênie. Ou seja, a avaliação não fica somente no indivíduo, mas também nos bezerros, que são fundamentais para sua certificação.

– A F1 chega a ser desmamada com 22% a mais de peso do que uma bezerrada comum. E isso é ótimo, já que para se obter uma carne de qualidade e com maciez, é muito importante que o animal seja jovem – completa Eduardo.

E segundo Rocha, um animal jovem e pesado é justamente o que o Blonel vem produzindo atualmente.

Fonte: GIRO DO BOI JBS