Cimento ecológico utiliza restos de celulose

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Michael_Laut (CC0), Pixabay

18/03/2019

O Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica (DEMaC) da Universidade de Aveiro está desenvolvendo o que chamaram de cimento “mais ecológico do mundo”, que utiliza restos de celulose que são desperdiçados em indústrias. De acordo com eles, em entrevista para o portal Vida Rural, o novo eco-cimento reduz drasticamente o uso de recursos naturais.

Além disso, ele pode ser produzido à temperatura ambiente, diminuindo consideravelmente o consumo de energia. Segundo o pesquisador Manfredi Saeli, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do produto, as chamadas argamassas “ geopoliméricas são uma alternativa válida às produzidas com cimento Portland pois têm propriedades que as tornam adequadas para diversas aplicações na construção”.

Nesse contexto, ele garante que a qualidade não deixa nada a desejar em relação ao cimento que é comumente encontrado no mercado atual. Outro ponto citado novamente foi o fator ecológico do produto, que promote a agredir o mínimo possível o meio ambiente, sendo bastante resistente.

“Os materiais produzidos são altamente sustentáveis, menos poluentes e a sua produção é rentável. Para além disso, os geopolímeros endurecem rapidamente, exibem uma matriz estável e uniforme, um desempenho mecânico adequado e uma excelente resistência a produtos químicos e ao envelhecimento. Tudo isso torna essa nova classe de cimentos uma alternativa ao cimento Portland válida e sustentável”, completa.

Para finalizar, os investigadores acreditam que este material poderá ser usado como substituto dos cimentos tradicionais e com níveis de desempenho idênticos. Participaram do projeto também os pesquisadores Rui Novais, Paula Seabra e João Labrincha.

 

Fonte: Agrolink