Cebola: Clima quente afeta produção do Sul ao Nordeste

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Couleur (CC0), Pixabay

Publicado em 28/02/2019

A cebola sulista teve perda de qualidade, devido à seca no plantio e às chuvas no desenvolvimento e na finalização da colheita no Sul do País. Além disso, as altas temperaturas foram responsáveis por aumentar a incidência de doenças nas lavouras, afetando a produtividade da hortaliça. Neste cenário, a oferta está controlada desde novembro, com preços positivos ao produtor.

No Nordeste, a colheita da safra 2019 se iniciou antecipadamente, em meados de fevereiro, na região de Irecê (BA) – enquanto o plantio, referente à primeira safra, se iniciou em outubro de 2018. O adiantamento da produção é resultado da expectativa de bons preços para esse período, uma vez que as cebolas do Sul foram afetadas por condições climáticas desfavoráveis e pelo período de entressafra nacional – quando o Brasil normalmente importa os bulbos da Argentina, para abastecer a demanda interna. Contudo, em decorrência das altas temperaturas, os calibres dos bulbos nordestinos estão reduzidos, resultando em menor produtividade na região. O pico de colheita na praça baiana, da safra do primeiro semestre, está previsto para abril e maio.

As praças catarinenses de Ituporanga e Lebon Régis, por sua vez, devem continuar ofertando a hortaliça até abril – mas o volume deve se reduzir significativamente, devido à expectativa de descartes, por conta da qualidade comprometida do bulbo. Além disso, as importações da Argentina já estão sendo negociadas e estão, aos poucos, entrando no mercado brasileiro. Com o início da colheita no Nordeste, manutenção da oferta catarinense no mercado e início das importações da Argentina, as cotações começaram a ser pressionadas no final de fevereiro. A média parcial de preços em Ituporanga (SC), de 1° a 22/02, foi de R$ 1,27/kg ao produtor.

Confira mais informações no site www.hfbrasil.org.br

Fonte Cepea/Hortifruti