Carbono do solo ajuda identificar plantas ameaçadas

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Pexels (CC0), Pixabay

26/03/2019

Uma equipe internacional de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisa Agropecuária (INTA), da Argentina, usou carbono do solo para descobrir a localização de áreas que ajudariam na conservação de espécies de plantas em perigo de extinção. Esse estudo foi publicado na revista “Nature Scientific Reports”.

Nesse cenário, a equipe avaliou a relação entre biodiversidade vegetal ameaçado e o carbono do solo. Graças ao seu uso, conseguiu desenhar o mapa provincial com a localização de áreas que ajudariam a conservação de espécies de plantas ameaçadas e priorizar os locais ideais para a sua conservação.

De acordo com Pablo Peri, que é pesquisador da Estação Experimental Agrícola de Santa Cruz do INTA e da Universidade Nacional da Patagônia Austral (UNPA) – CONICET esse estudo é bastante importante para o desenvolvimento da biodiversidade e da agricultura mundial. Ele estuda o ciclo de nutrientes e fixação de carbono em diferentes ecossistemas da Patagônia.

Segundo Peri, primeiro autor do artigo, na Patagônia Austral, o esforço para proteger os ecossistemas com altas reservas de carbono no solo beneficiará espécies de plantas ameaçadas e a produção de gado. Por esse motivo, “priorizar locais com altos estoques de carbono no solo, em um processo de planejamento de conservação, ajudaria a garantir que os inúmeros serviços fornecidos pelos ecossistemas e pelo carbono do solo sejam protegidos”, afirmou.

“Usando medições diretas sobre permanentes lotes de rede de ecologia e biodiversidade de ambientes naturais da Patagônia Austral, juntamente com uma vasta gama de variáveis climáticas derivadas de sistemas de informação geográfica (SIG), poderíamos usar carbono do solo como um indicador para prever espécies de plantas em perigo de extinção”, conclui.

 

Fonte: Agrolink