Características das abelhas

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autor: Redação MUNDO RURAL – data: 21/07/11

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As abelhas são os insetos mais importantes para o homem, pois nos oferecem:

– A polinização das flores, sem o que muitas plantas não se reproduziriam dando frutos ou sementes, além de multiplicarem as colheitas, quando são colocadas colméias nas plantações.

– Mel, esse extraordinário alimento e medicamento.

– Cera de grande valor e inúmeras aplicações.

– Geléia real, fonte de energia e saúde.

– Própole ou própolis, produto resinoso que elas colhem para tampar as frestas, soldar partes da colméia, etc. e também um ótimo alimento e medicamento.

– Até mesmo o veneno da abelha é utilizado, como remédio (apitoxina).

 

 

A seguir, veremos as abelhas do gênero Apis, encontradas no Brasil:

Abelha alemã (Apis mellifera mellifera L.): também conhecida como Europa, do-reino ou preta. É originária do norte e oeste dos Alpes europeus e parte da Rússia central. Chegou ao Brasil em 1839. É uma abelha grande, peluda, escura, com abdomem largo e com uma língua de 5,7 a 6,4mm de comprimento. É mansa e pouco enxameadora.

Abelha italiana (Apis mellifera ligustica L.): de origem italiana, foi trazida ao Brasil entre 1870 e 1880. É um pouco menor que a alemã. Possui o abdomem mais fino e pêlos compridos. Apresenta cor amarelada mais acentuada nos 3 primeiros anéis abdominais nas operárias. Os zangões têm a cor uniforme. As operárias têm o primeiro segmento amarelo com uma lista negra fina, o segundo com ¾ amarelo e o resto preto, o terceiro segmento é menos da metade amarelo e o restante preto e, ainda, o quarto, quinto e sexto segmentos são pretos. As rainhas e zangões são mais escuros. As rainhas pesam, em média, 208,5mg e têm a língua com 6,2 a 6,8mm. É a mais mansa e menos enxameadora de todas.

 

Abelha Cárnica (Apis mellifera carnica P.): parece ter chegado ao Brasil em 1839, junto com a alemã. Esta abelha é originária dos Alpes austríacos e parte da Iugoslávia. Grande como a alemã, tem os anéis abdominais cinza-escuro. É muito mansa, boa produtora e pouco enxameadora.

Abelha caucasiana (Apis mellifera caucasica G.): é oriunda do cáucaso central e pouco difundida no Brasil. É grande como a anterior e também cinza, sendo mais clara que a cárnica. O zangão possui pêlos pretos no tórax, o que o confunde com os zangões cárnico e alemão. Mansa, prolífica, produz muita própole mas pouco mel, exceto quando cruzada com a italiana ou a africana, mas só nas primeiras mestiçagens. Possui língua maior do que as italianas. As rainhas pesam, em média, 207,65mg.

Abelha africana amarela (Apis mellifera adamsonii Latreille): é originária da região que vai desde o paralelo 15, latitude norte, do Saara até o norte de Kalahari, sendo uma das 7 subespécies que habitam ¾ da África e ilha de Madagascar. Chegou ao Brasil em 1956, mas não existem mais africanas puras em nosso país, pois sua energia e grandes capacidades de adaptação e reprodução fizeram com que se mestiçassem com as abelhas do gênero Apis, européias, já existentes aqui, em apiários e “no mato”. Já se espalhou por todo o Brasil, de onde invadiu o Paraguai, a Bolívia e a Argentina ( onde é também chamada de brasilenã).

Quando pura, é menor que a italiana, desde que nascida em favos construídos por ela mesma e que são menores, pois medem 4,6 a 4,9mm, com média de 4,75mm, enquanto que os alvéolos da italiana têm a média de 4,9mm. A rainha pesa 199,32mg, para os 208,52 da italiana e 207,65 da caucasiana. A vida útil das operárias africanas é de 30 a 38 dias. Cada africana pesa, sem carga, 54,4mg mas, quando está carregada, vai a 91mg para os 81,9mg da italiana que, carregada, pesa 99,7mg (Magaldi & Magaldi). A operária leva 19/20 dias para nascer, o zangão 24 e a rainha 15/16. Sua língua mede 5,5 a 6,9mm. A africana é boa melífera, chegando a 120kg em colméias racionais.

Trabalha mais horas do que a italiana, seu vôo é mais rápido e em linha reta entre as flores. É muito prolífica, a rainha chega a botar até 5.000 ovos em um só dia. Trabalha em temperaturas frias, embora as muito baixas as possam matar. Defendem-se melhor dos inimigos, se comparadas às outras, e aceitam melhor as rainhas introduzidas por qualquer método. Por último, é uma abelha ótima para a criação artificial de rainhas.

Possui, no entanto, algumas desvantagens:

– É muito agressiva.

– Muito enxameadora.

– A pura não aceita as lâminas com celas para italianas (as mestiças as aceita).

– Persegue o inimigo durante mais tempo e a maiores distâncias do que as outras, por ter melhor visão.

– Come mais no inverno.

– Quando está com fome, não morre dentro da colméia, saindo em busca de alimentos.

– Mais irritadiça, mata a rainha, quando em viagem muito longa ou movimentos bruscos.

– Solta enxames múltiplos com várias rainhas mas, depois de alojados, sobra apenas uma rainha.

 

Fonte: http://jornalmundorural.com.br/artigos/artigos.php?subaction=showfull&id=1311292202&archive=&start_from=&ucat=5&

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