Captação de leite de grandes laticínios cresceu pouco em 2018

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Daria-Yakovleva (CC0), Pixabay

Principais indústrias de lácteos do país cresceu apenas 1,2% no ano passado, em comparação com 2017.

Publicado em 06/04/2019

De acordo com o ranking elaborado pela Leite Brasil, os 13 maiores laticínios do país captaram – em conjunto – 7,5 bilhões de litros de leite. Isto equivale a 30% da captação formal do país, a qual totalizou 24,4 bilhões de litros segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

“O Brasil vem crescendo muito pouco – e, em alguns casos, decrescendo – desde 2014, com o país ainda em crise e com a baixa demanda”, afirmou Roberto Jank Jr., diretor da Leite Brasil. Para ele, um avanço mais relevante deverá acontecer com a retomada do crescimento da economia e a consequente elevação na demanda por produtos lácteos.

Mais uma vez o levantamento da entidade apontou a Nestlé na primeira colocação do ranking. Porém, a multinacional suíça reduziu em 4,6% sua captação no ano passado, para 1,6 bilhão de litros. O número de produtores de leite que fornecem à companhia também diminuiu para 3 mil (queda de 22,9%). Em contraste, o volume entregue por produtor aumentou 12,6%, atingindo 829 litros por dia em 2018.

Outras empresas do ranking apresentaram comportamento semelhante. A Embaré, que ocupa a quarta colocação, registrou um recuo de 4,7% na sua captação, com 542,7 milhões de litros em 2018. O laticínio reduziu em 9,2% o número de fornecedores, os quais ampliaram em 6% o volume entregue.

No total, o número de produtores de leite que fornecem para as empresas que integram o ranking recuou 3,2%, para 36,1 mil. Todavia, em média, estes produtores ampliaram o  volume de leite entregue aos laticínios em 6,4% no ano passado. Para Roberto Jank Jr,. “o número de produtores tende a diminuir, e aqueles que permanecem na atividade devem se tornar mais profissionais. É algo que acontece no mundo todo e é inexorável”.

Sobre a classificação

O ranking não considera dados de três grandes players do segmento: Lactalis, Italac e Itambé (CCPR). Mas, especialistas estimam que estas empresas poderiam estar entre as cinco primeiras, com a Italac próxima da segunda colocação. Se o ranking considerasse essas empresas, representaria aproximadamente 40% do volume total captado com inspeção no país no ano passado, ou 9,7 bilhões de litros.

A Laticínios Bela Vista, dona da marca Piracanjuba, se manteve em segundo lugar com 1,3 bilhões de litros captados (alta de 4,9% em relação a 2017). Esta posição foi alcançada no ano passado, quando a Lactalis deixou de participar do ranking.

Também se destacou o crescimento na captação da Cooperativa Agroindustrial de Londrina (Cativa), que atingiu 300 milhões de litros de leite captados. Isto representou um incremento de 56,3% no volume captado pela Cativa, ainda que com aumento de quase seis vezes no volume adquirido no mercado spot, o qual chegou a 78,5 milhões de litros.

O maior número no aumento de fornecedores foi registrado pela Danone (+ 23,9%), porém o volume entregue por dia para a companhia recuou 28,1%.

O maior incremento no volume entregue por dia foi alcançado pela Unium, mantida pelas cooperativas Frisia, Castrolanda e Capal. Os produtores ampliaram o volume diário em 22,3%, mas o número de fornecedores recuou em 12,1%.

Fonte Canal do Leite