Capim Aruana é Destaque no Pastejo Rotacionado para Ovinos

0
5
sarangib (CC0), Pixabay
O capim Aruana (Panicum maximum cv.IZ-5) é um cultivar do colonião introduzido no Instituto de Zootecnia em 1974, através de sementes provenientes da África, sendo selecionado a partir daí pelos técnicos da então Seção de Agronomia de Plantas Forrageiras, Dr. Jorge Ramos Otero, tendo sido lançado comercialmente em 1995.

Sob o registro de proteção de cultivar o capim Aruana é destaque atualmente na Unidade de Ovinos do Instituto de Zootecnia, em Nova Odessa (SP). Há mais de 5 anos em pastejo rotacionado com ovinos.

Dentre as características mais interessantes pode-se destacar:

1. Porte médio (adequado ao ovino), atingindo aproximadamente 80 cm de altura.

2. Grande capacidade e rapidez de perfilhamento, com um bom número de gemas basais rebrotando após cada ciclo de pastejo.

3. Boa capacidade de ocupação da área de pasto, não deixando áreas de solo descoberto, evitando o praguejamento e auxiliando no controle da erosão.

4. Propagação por sementes (formação mais fácil, rápida e de menor custo).

5. Boa produção de sementes, garantindo o restabelecimento rápido da pastagem em caso de necessidade de recuperação(após eventuais “acidentes” como queima, geadas, pragas ou degradação por falha de manejo).

6. Boa tolerância ao pastejo baixo (rente ao solo) promovido pelo ovino, o que possibilita a adoção dessa técnica de manejo como parte da estratégia no controle de helmintos parasitas (favorecendo a exposição de larvas às intempéries climáticas (radiação solar e vento).

7. A arquitetura foliar ereta e aberta, típica das forragens cespitosas (em touceiras), propicia uma maior incidência de radiação solar e maior ventilação dentro do perfil da pastagem. Isso força a migração das larvas para a base do capim logo às primeiras horas da manhã, após a secagem do orvalho, favorecendo o controle da verminose.

8. Alta produtividade de forragem, com 35 a 40% da produção anual ocorrendo no “inverno” (período seco do ano).

9. Excelente aceitabilidade pelos animais -bovinos, eqüinos e ovinos.

10. Consorcia-se bem com as leguminosas soja-perene, macrotiloma, estilosantes.

O Instituto também mantém pesquisa do aruana com o pastejo de bovinos. A forrageira suportou lotações médias de 2,4 cabeças/hectare, após 712 dias de pastejo. Os animais apresentaram ganhos médios diários de 511 g/animal/dia, superando o capim-tobiatã, com 425 e 419 g/animal/dia, respectivamente. Nesse período, o ganho de peso vivo por hectare do capim-aruana foi de 862 kg/ha, correspondente a 1,21 kg/ha/dia. Com ovinos obteve-se lotação média de 35 ovelhas/ha/ano.

Comercialização da Semente

A safra 2001 de sementes do capim aruana está sendo considerada de ótima qualidade, apresentando valor cultural estimado em 32%.

Produz de 15 a 26 toneladas de matéria seca por hectare por ano, com uma distribuição de 30 a 40% no período seco do ano (abril a setembro), com teores de proteína bruta de 7,5 a 12%,variando ao longo do ano, e digestibilidade da matéria seca em torno de 64%. Resiste bem a seca e ao frio, produz bastante semente -dessa forma sua propagação e ressemeadura é fácil, rápida e de menor custo.

Para produção dessa forrageira e mais informações sobre como adquirir as sementes do Aruana no Instituto de Zootecnia, fazer contato através do Núcleo de Comercialização de Produtos e Serviços pelo telefone (19) 466-9400 ramal 151.

Aruana superou as expectativas com pastejo de ovinos

De acordo com os pesquisadores do CEAM (Centro de Etologia, Ambiência e Manejo), durante o período em que o Aruana esteve em uso na Unidade de Ovinos do Instituto de Zootecnia, em Nova Odessa (SP) mostrou-se, relativamente, tolerante à geadas e ao ataque de cigarrinha. Nesse período houve o acompanhamento da sua produtividade, com bons resultados, obtendo-se valores médios da ordem de 18 a 21 tonelada de matéria seca por hectare por ano.

21/03/2007 – Instituto de Zootecnica – Nova Odessa – SP (www.iz.sp.gov.br)

fonte: www.accoba.com.br