Cafeicultor francano reduz custo de produção de café utilizando Bokashi

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Considerada uma das principais regiões produtoras de cafés de qualidade do país, a Alta Mogiana abriga 2.483 propriedades produtoras de café, ocupando uma área de 50.174,3 hectares.
Nesta área, prevalece o manejo convencional, que utiliza a mecanização e a grande quantidade de adubos químicos e defensivos.
Considerada por alguns cafeicultores e por alguns consultores como “prática prejudicial ao meio ambiente”, o manejo convencional enfrenta atualmente um grande desafio: o alto custo de produção frente ao baixo preço da saca de café.
Buscando alternativas para reduzir seus custos de produção, cafeicultores da região estão testando insumos orgânicos indicados para a cultura.
O cafeicultor Antônio David é um deles. Sua propriedade está situada na rodovia que liga Franca (SP) a Ribeirão Corrente (SP).
Seguindo as orientações dos consultores da Casa das Sementes – revendedora de insumos agrícolas de Franca (SP) – e de Leonardo Pera Gosuen, consultor da Korin – empresa brasileira, fundada em 1994, com visão empresarial baseada na filosofia e no método de Mokiti Okada, idealizador do movimento de Agricultura Natural – Toninho David implantou em dezembro de 2007, em sua propriedade a Fazenda Santa Isabel, um experimento com café da variedade Catuaí Vermelho-99, utilizando insumos BOKASHI, em comparação com o manejo convencional.
As mudas de café foram produzidas em tubetes pelo Viveiro Monte Alegre, garantindo bom desenvolvimento a uniformidade do lote plantado.
Segundo Leonardo, o Bokashi é um condicionador biológico que melhora a qualidade do solo, podendo ser um grande aliado para devolver nutrientes a solos empobrecidos, para qualquer tipo de cultura. A técnica do Bokashi é chegou ao Brasil há mais de 20 anos e é utilizada pelos tradicionais agricultores japoneses há milhares de anos.
Os números do experimento com o BOKASHI estão descritos na Tabela 1 e quebram um paradigma de que a cultura do café necessita de várias aplicações de fertilizantes e defensivos.
O experimento demonstrou redução de até 35% no custo de produção, através uma aplicação combinada com praticas mais ecológicas. “O resultado foi um solo mais saudável, conseqüentemente, uma planta com um melhor equilíbrio nutricional, refletido em sua produtividade e resistência à doenças”, explica Leonardo
Como proposta de mostrar estes resultados aos demais cafeicultores e consultores da região, a Casa das Sementes realizou um dia-de-campo no último dia 30 de maio, na Fazenda Santa Isabel.
A avaliação dos cafeicultores e engenheiros agrônomos participantes foi unânime. Os resultados econômicos e a avaliação visual são incomparáveis.
“A lavoura tratada com insumos BOKASHI teve maior produtividade que a convencional mesmo com uma redução de 70% de sua adubação química. Em relação a estrutura de solo, pode ser observado uma considerável diferença na descompactação do solo nesta área onde o BOKASHI foi aplicado. Este fator contribui sobremaneira com a permeabilidade do solo e a incrível manutenção da umidade”, explica Toninho David.
Outro beneficio verificado foi a diferença entre as folhas secas e galhos sobre o solo, entre os quais os da área aplicada já se encontravam em um processo de decomposição adiantada.
“Esta característica, além de gerar nutrientes para a planta, contribui diretamente no controle do “Bicho Mineiro”, uma praga comum nos cafezais e que necessita – para completar o em seu ciclo de vida – da existência de folhas”, orienta Leonardo.
O experimento vem mostrar que o uso de novas práticas e tecnologias orgânicas podem ser utilizadas pelos cafeicultores, buscando uma sustentabilidade ambiental e econômica no setor cafeeiro.
A linha de insumos da Korin promove essas melhorias através de produtos certificados 100% naturas.
Os interessados podem encontrar os produtos da linha BOKASHI na Casa das Sementes, em Franca (SP)

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